
Para o Governo de São Paulo, os números atuais da pandemia ainda não são motivos para adotar uma quarentena mais rígida, como ocorreu em 2020 e 2021. Em coletiva realizada nesta quarta-feira (19), foi mantido o funcionamento normal de comércio, serviços e indústrias.
A única medida diferente em vigor, que foi divulgada na semana passada, é uma recomendação para que os municípios reduzam em 30% a capacidade dos locais que recebem grandes eventos. No caso de Ribeirão Preto, por exemplo, a Prefeitura limitou a 700 pessoas a capacidade máxima para eventos.
De acordo com o Secretário Estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, os indicadores da pandemia pioraram no Estado de São Paulo, mas ainda é possível atender todos os pacientes de forma adequada, principalmente quando é feita a comparação dos dados atuais com os das duas primeiras ondas de covid-19.
“É muito importante lembramos que os internados nas unidades de terapia intensiva (UTI’s) são 2.842. No pico da primeira onda, nós tivemos 6.500 internações. E no pico da segunda onda, somente nas UTI´s, nós tivemos 13.150 internados. Portanto, um número bem menor (que hoje)”, disse Gorinchteyn.
Ainda segundo o secretário da Saúde, na segunda onda, o Estado de São Paulo chegou a ter mais de 30 mil pessoas internadas com covid-19 (somando enfermarias e UTI’s). E, no momento, esse número é de 8 mil. Para Gorinchteyn, o número menor de internados é resultado direto da vacinação.
“Estamos atentos aos números. São Paulo tem todas as formas de promover incremento de número de leitos, seja nas enfermarias, seja nas UTI’s. Lembrando que no pico da segunda onda, nós tivemos 14.500 leitos de UTI disponibilizados para a população”, finalizou Gorinchteyn.
Veja no vídeo logo abaixo toda a análise do secretário da Saúde sobre o cenário da pandemia no Estado de São Paulo: