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Cotidiano

Jacaré da lagoa da USP é flagrado passeando pelo campus

Assessoria afirma que animal vive há mais de dez anos no complexo e que nunca foi registrado qualquer ataque

| ACidadeON/Ribeirao

 

Engana-se quem pensa que o jacaré-de-papo-amarelo filmado pelo repórter cinematográfico Daniel Bittencourt no último domingo (22) às margens da lagoa da USP de Ribeirão Preto limita seu território às águas geladas. 

Na manhã desta terça-feira (24), o réptil foi flagrado dando um rolê pelo campus universitário, atraindo as lentes e o espanto de quem passa.   

O veterinário Pablo Teixeira da Silva, especialista em animais silvestres, afirma que o animal costuma viver mais na água e vai à superfície apenas para se alimentar ou reproduzir. No geral, prefere comer moluscos, crustáceos e peixes.

"O ideal é que as pessoas não tenham contato com o jacaré. Indico até que algumas placas sejam colocadas ao redor da lagoa, para não correr o risco de ataque. Ali, perto da água, vai seguir o caminho natural dele, sem fazer mal a ninguém", conclui.   

O jacaré-de-papo-amarelo é um réptil carnívoro-generalista, comum no sudeste da América do Sul. A estimativa aproximada de vida é de 50 anos. Em média, mede cerca de dois metros. 


Outro lado 

A assessoria da USP afirma que há relatos da existência de jacarés na lagoa da USP há cerca de 30 anos e nunca houve registro de qualquer ataque.   

"Os pesquisadores da Biologia afirmam que é comum esses animais procurarem locais com pedra ou barrancos para tomar sol. Como está diminuindo a incidência de sol no lago, em função do outono e proximidade do inverno, a calçada é a pedra que eles procuram", informou.  

Segundo a USP, a foto teria sido feita por volta das 6h da manhã, horário de pouco movimento no campus. "Mas que fique registrado, isso não é comum", informou a assessoria. 

Segundo a assessoria, há seis anos, aparecerem jacarés em outros locais, próximos de água, por exemplo no gramado perto do córrego ao lado das quadras e próximo de onde hoje é a Escola Educação Física. "Como toda a área é monitorada, os pesquisadores da Biologia foram chamados e retiraram dois desses animais nesses locais por oferecerem riscos aos usuários", informou.  
 

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