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cotidiano

Profissionais criam ONG para mudar realidade social

Instituto Terroá, de Ribeirão Preto, foi criado em 2015 para desenvolver projetos de mudança social

| ACidadeON/Ribeirao -

Foto: Divulgação / Instituto Terroá
 

Há pouco mais de três anos, um grupo de profissionais de diversas áreas e locais resolveu unir os seus conhecimentos e projetos para usá-los na criação de uma ideia comum, uma ferramenta de transformação social.  

Essa ideia assumiu o nome de Instituto Terroá, um aportuguesamento da palavra francesa terroir, que indica as características de um local, que o torna único em relação aos demais.  

O instituto, que é uma associação sem fins lucrativos, foi criado em 2015, em Ribeirão Preto e é integrado, por exemplo, por economistas, sociólogos arquitetos, administradores públicos e biólogos.  

"O Instituto tem hoje cerca de 15 pessoas, não só de Ribeirão Preto, mas que resolveram trabalhar, de forma holística e sistêmica, as questões ligadas a uma comunidade", afirmou o cofundador e diretor institucional Daniel Bellissimo.

Segurança humana  

Os fios condutores dos trabalhos do Terroá, segundo Bellissimo, são os conceitos de segurança humana - que envolvem o bem-estar do indivíduo em várias áreas e a localização dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.  

O alvo são as comunidades, em três grandes eixos de atuação: economia transformadora, políticas públicas e educação e processos participativos.  

No entanto, mesmo que um projeto desenvolvido pelo instituto esteja inicialmente dirigido para uma dessas três áreas, ele necessariamente leva em conta a interligação com uma ou as duas outras áreas.  

"Por exemplo, se existe um projeto voltado para a educação de jovens, por mais que esteja ligado a essa área, acaba abordando também questões ligadas a políticas públicas, porque envolve participação social, participação em construção de orçamento público, conselhos de direito, etc", afirmou o diretor do Instituto.  

Atualmente, o Terroá desenvolve cinco grandes projetos, que têm como alvos, por exemplo, incubar e desenvolver empreendimentos solidários, criação de redes locais em diversas comunidades, capacitação de agentes locais e formação de lideranças e de agentes de transformação social.

Observatório  

Além disso, o Instituto abriga o Observatório do Desenvolvimento Territorial Sustentável (Odetes), criado com o objetivo de mapear e diagnosticar "inseguranças em territórios e comunidades através de métodos qualitativos e quantitativos", assim como localizar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da Agenda 2030 da ONU (Organização das Nações Unidas). 

O que é segurança humana  

O conceito de segurança humana foi criado pelas Nações Unidas na década de 1990 e amplia a noção tradicional de segurança. A mudança, que antes estava direcionada à segurança dos Estados e nos efeitos da violência física, sobretudo no ser humano, passou a ter como referência diversos fatores que envolvem o bem-estar do indivíduo. Assim, as Nações Unidas considera como fator principal do conceito de segurança humana "proteger os indivíduos contra ameaças como a pobreza, a fome, a doença, a criminalidade, desemprego, violações dos direitos humanos, violência sexual", segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em relatório de 1994.  

Grupo de integrantes do Instituto Terroá, fundado há três anos em Ribeirão Preto (Foto: Divulgação / Instituto Terroá)

Escola de cidadania criativa  

Um dos projetos em desenvolvimento pelo Instituto Terroá chama-se Escola de Cidadania Criativa, que tem como uma das características a possibilidade de funcionar em um espaço físico determinado mas, também, de ser itinerante.
O objetivo do projeto é estimular a criatividade e usá-la como ferramenta que permita aos cidadãos se organizarem para participar e influenciar decisões públicas. "O objetivo é contribuir para o desenvolvimento de líderes cidadãos, capazes de construir soluções coletivas e de influenciar políticas públicas de maneira criativa e humanizada", concluiu Daniel Bellissimo.  

Jogo de mudanças  

Além de projetos, uma das ferramentas de mudança social criadas pelo Instituto Terroá é um jogo que tem como objetivo a construção de soluções coletivas: o Estopim. O objetivo principal, de acordo com informações presentes no site do instituto, é "criar ações pontuais de intervenção com o objetivo de causar um impacto visual e estrutural em espaços comunitários, ressignificando-os como espaços coletivos e impulsionando trocas e relações ali existentes."

 


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