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Cotidiano

Crioterapia previne a queda dos cabelos durante a quimioterapia

Instituto de oncologia de Ribeirão Preto investe em técnicas que proporcionam mais qualidade de vida e bem-estar aos pacientes oncológicos

| ACidadeON/Ribeirao

Dos antigos boticários à penicilina até robôs como auxiliares em cirurgias, a medicina está em constante evolução. Desvendando causas de doenças e levando ao público cada vez mais inovadores tratamentos, o mercado da saúde investe não apenas com a cura, mas na qualidade de vida dos pacientes durante o tratamento. E foi pensando no paciente que o Inorp (Instituto Oncológico de Ribeirão Preto) fez sua mais recente aquisição: a crioterapia. Técnica que ajuda na prevenção de um dos problemas mais comuns enfrentados pelos pacientes, a alopecia perda de cabelos. 

Segundo Aurélio Julião de Castro Monteiro, oncologista e diretor clínico do InORP/Grupo Oncoclínicas, o paciente veste um capacete revestido por um gel 30 minutos antes da infusão com a quimioterapia.

A touca permanece sendo usada durante toda a aplicação do medicamento e continua até 1h30 após o tratamento, resfriando o couro cabeludo do paciente a uma temperatura entre 18ºC e 22ºC.

Quando você injeta o quimioterápico, o medicamento cai na circulação e percorre todos os tecidos do organismo até a raiz do couro cabeludo. O único tecido que, para grande maioria das drogas e dos medicamentos é preservado dessa infusão é o cérebro.

"Essa máquina, o que ela faz? Ela resfria o couro cabeludo, reduzindo a concentração do quimioterápico na base do pelo do cabelo e com isso tem menos medicamento em contato com o folículo. Menos medicamento, menos chance de ter queda de cabelo", explica o médico.

Identificando as veias

Já a segunda máquina, que está há cinco meses no Instituto, chama a atenção não apenas por sua portabilidade, mas também pelo auxílio oferecido tanto aos enfermeiros como aos pacientes do local.

Quando ligada, a máquina emite uma luz esverdeada que mostra os vasos sanguíneos do paciente, facilitando o manuseamento dos enfermeiros durante uma punção venosa.

"Existem vários traumas locais, ou para colher exames ou para fazer exames. E essa máquina de localização venosa, ela ajuda por causa disso. E por que ela melhora a qualidade de vida? Porque ela diminui o sofrimento dos pacientes na procura de veias e na localização de uma veia de um bom calibre para a infusão do medicamento", afirma Monteiro.

Essas inovações, de acordo com Aurélio, são apenas alguns exemplos da constante metamorfose da medicina em especial a área oncológica, onde atua.  

Para o profissional, que possui 44 anos na área de oncologia, os sentimentos que se mesclam diante das mudanças são o orgulho e a aflição. "Orgulho de ver que a ciência consegue dar respostas para as doenças e a aflição porque as novidades vem aos borbulhões. Elas vem de uma maneira muito rápida e muitas vezes causa angústia nos profissionais médicos porque muitas vezes ele tem que se atualizar constantemente".

E para se manter atualizado? Nada mais fácil que usar a internet como ponte entre instituições para debater e descobrir novos tratamentos oferecidos ao público. "Nós temos um convênio onde duas, três vezes por semana discutimos casos via on-line e podemos ver que a ciência, ela corre atrás da gente".

Saúde adaptada para o mercado

Mas não são apenas grandes inovações que marcam o mercado da saúde. Muitas vezes uma ideia que chega ao mercado com um propósito pode ser adaptada para atingir o respectivo público-alvo.

Os óculos VR de realidade virtual que conquistaram o público pela diversão também foram levados para os laboratórios Sabin para ajudar as crianças e adultos com um medo comum: o de agulhas.

De acordo com Dairis Alves, supervisora de unidade dos laboratórios, os óculos foram trazidos aos laboratórios com o intuito de acalmar e distrair os pacientes. "É um entretenimento que a gente traz para que as crianças se sintam mais à vontade, não sentindo dor. Tem muitas crianças que vêm traumatizadas, com medo".

E apesar do foco da ferramenta ser as crianças, os adultos também podem se beneficiar do aparelho. "Nós deixamos propagandas na sala de espera então alguns adultos se interessam e pedem para conhecer ou usar. Para o paciente, o benefício principal é o relaxamento, um momento de calma". 


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