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Cotidiano

Mulher que matou o namorado tem liberdade negada

Caso aconteceu em Ituverava, na região de Ribeirão Preto, no dia 28 de dezembro; Cláudia gravou um vídeo logo depois alegando legítima defesa

| ACidadeON/Ribeirao

Claudia e Adriano mantinham relacionamento (Imagem: reprodução / redes sociais)
 
O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) negou um pedido de liminar de habeas corpus para soltar Cláudia Aparecida Fernandes do Nascimento, detida em Ituverava, município a 120 quilômetros de Ribeirão Preto. Cláudia está presa na penitenciária feminina de Guariba por atropelar e matar o namorado, no dia 28 de dezembro de 2019.

 
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O pedido de habeas corpus foi solicitado pela defesa de Cláudia na última semana. A alegação dos advogados é de que a manutenção da prisão não teria justificativa, já que a mulher não colocaria empecilhos nas investigações e, também, não representa um risco para a sociedade.  

Contudo, o desembargador Xisto Rangel considerou que a decisão que decretou a prisão preventiva de Cláudia Aparecida não é irregular, já que teriam sido apresentadas justificativas para imposição da medida. O desembargador escreveu na decisão que a prisão preventiva visa assegurar "a ordem pública".  

"A revogação de sua prisão preventiva, neste momento, caracterizaria, como se disse, medida temerária, capaz de gerar perturbação social, não havendo garantia alguma de que a paciente, caso solta, não voltará a delinquir ou de que não vá fugir", escreveu na decisão.  

O juiz ainda afirmou que, após análise do "contraditório", a decisão pode ser revista.  

O caso
 
No dia 28 de dezembro, Claudia atropelou e matou Adriano Joaquim Sampaio. Após o crime, ela gravou um vídeo na cena do crime, no qual dá a entender que o namorado era violento com ela.  CLIQUE AQUI PARA VER O VÍDEO

De acordo com ela, Adriano, com quem já teve um relacionamento amoroso, a tratava com violência. Inclusive, ela já havia solicitado medidas protetivas contra Adriano, mas mesmo assim continuou mantendo relacionamento amoroso com ele. Cláudia foi indiciada por homicídio qualificado e embriaguez ao volante.  

Após o atropelamento, a mulher permaneceu no local e foi presa em flagrante pela Polícia Militar. De acordo com a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo), "a autora do crime apresentou sinais de transtorno e afirmou ter ingerido bebida alcoólica".

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