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Cotidiano

Cães ajudam pacientes internados no HC com visitas e carinho

Quatro cachorros visitam a UTI do hospital semanalmente e, além de arrancarem sorrisos, auxiliam comprovadamente no controle de ansiedade

| ACidadeON/Ribeirao

Cães são acompanhados por uma equipe de profissionais e fazem visitas todas as semanas (Foto: divulgação/HC)
 

Pioneiro no município, o projeto Cão Carinho iniciou 2020 comemorando os seis meses de bons resultados no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto e almejando novas áreas de atuação.  

A atividade, implementada em junho do ano passado pela médica intensivista Maria Auxiliadora Martins, tem como objetivo proporcionar momentos de distração, toda semana, aos pacientes internados na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Para isso, Dante, Joy, Francisco e Lili entram em ação.  

Os cachorros das raças Golden, Pug e Pincher são os responsáveis por visitar e arrancar sorrisos de homens e mulheres em tratamento, além de controlarem os níveis de ansiedade, pressão arterial e bom-humor deles. Todos com resultados cientificamente comprovados.  

"Tive acesso a uma experiência muito semelhante a essa nos Estados Unidos, durante a conclusão do meu pós-dourado, e achei interessante. Conversei com alguns tutores e, nove meses depois, conseguimos montar a primeira equipe de voluntários aqui", explica Maria.   



O grupo formado por médicos, veterinário, adestrador e pelos donos dos animais participantes monitora periodicamente a saúde do quarteto, com base em protocolos internacionais contra infecção.  

Carteiras de vacinação, higienização das patas, grau de adestramento e ambientação prévia do ambiente são só alguns dos cuidados tomados pelos intensivistas antes das visitas. Cada encontro dura, em média, 15 minutos.  

"Os pacientes também são consultados previamente e assinam um termo de consentimento, mas a maioria aceita de pronta. Só ficam de fora aqueles que estão com a imunidade baixa [...]. No geral, os feedbacks são muito positivos, principalmente porque a UTI acaba se tornando um ambiente solitário", completa.  

Agora, a expectativa de Maria Auxiliadora é que novas alas do hospital possam receber a mesma atividade, principalmente no HC Criança.  

"Já houve uma conversa informal e eles têm muito interesse em participar do projeto Cão Carinho. Contudo, vamos esperar completar um ano para iniciar a expansão. Talvez a gente comece pela enfermaria infantil, quartos e depois a UTI Pediátrica", finaliza a médica.


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