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Livro traz suposto assédio contra Suzane Richthofen em Ribeirão

Escrito pelo jornalista Ulisses Campbel, a obra 'Suzane - Assassina e Manipuladora', conta parte da vida da mulher que assassinou os pais em 2002

| ACidadeON/Ribeirao -

Suzane von Richthofen foi condenada a 39 anos de prisão por participação no assassinato dos pais (Foto: divulgação)
 
O livro 'Suzane - Assassina e Manipuladora', escrito pelo jornalista Ullisses Campbel, que conta a história de Suzane von Richthofen, traz detalhes de um suposto assédio sexual que ela teria sofrido de um promotor em Ribeirão Preto. Ela cumpriu parte da pena por ter assassinado os pais na Penitenciária Feminina de Ribeirão Preto.  
 
Trecho do livro publicado em reportagem do Portal UOL traz à tona a história. Na época (2007), Suzane teria procurado a promotoria criminal de Ribeirão Preto alegando que estava sendo ameaçada dentro da penitenciária.  

No livro, é descrito que o gabinete do promotor Eliseu José Berardo Gonçalves teria virado uma "boate" para receber Suzane. A obra é baseada no depoimento que ela deu na época.   

 
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"Segundo relato de Suzane, a sala estaria transformada em boate, com som dançante e um globo de luz", aponta a obra. Na suposta caracterização da sala em boate, o promotor teria colocado músicas "agitadas" para receber Suzane.  

Além disso, no livro está escrito que em determinado momento, o Berardo teria trocado as músicas "mais agitadas", para por "Chega de Saudade", de Vinicius de Moraes e João Gilberto. Após isso, segundo a descrição, o promotor teria se declarado apaixonado por Suzane e lido algumas poesias para ela.  

"Eliseu teria se aproximado para dar um beijo em sua boca, mas a assassina pediu para ir ao banheiro. (...) Ela saiu do gabinete e atravessou a primeira porta que viu aberta. Era a do corregedor. Lá, foi prática: 'quero registrar uma denúncia de assédio sexual", aponta o relato do livro escrito por Campbell.  

Na ocasião, Suzane Von Richthofen, que cumpre sentença de 39 anos e 6 meses de prisão pelo assassinato dos pais, foi transferida para a Penitenciária Feminina de Tremembé, no Vale do Paraíba.  

A reportagem do ACidade ON procurou nesta sexta-feira (17), o promotor de Justiça Eliseu José Berardo, que ainda trabalha em Ribeirão Preto, para se pronunciar sobre a publicação do livro. Berardo disse apenas: "eu não falo sobre presas".  

Na época que a acusação veio à tona, Berardo negou a acusação. Contudo, três anos depois da situação narrada no livro, a Corregedoria Geral do MP-SP (Ministério Público de São Paulo) puniu Berardo com suspensão de 22 dias "por ter descumprido dever funcional".

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