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Cotidiano

Laudo aponta que homem que matou idosa estava sob delírio

Eduardo Liboni foi diagnosticado com esquizofrenia paranoica; Ele esfaqueou a idosa na zona Sul de Ribeirão Preto

| ACidadeON/Ribeirao

Crime aconteceu no dia 4 de janeiro, na Praça da Bicicleta, na zona Sul de Ribeirão Preto (Foto: câmeras de segurança)
 
Um laudo médico pericial realizado por psiquiatras apontou que o analista de sistemas Eduardo Liboni Sella, de 36 anos, que esfaqueou e matou uma mulher de 65 anos em Ribeirão Preto, no último mês de janeiro, apontou que ele era incapaz de entender o crime que foi cometido, em razão de doença mental.  

De acordo com laudo obtido pelo ACidade ON, ele foi diagnosticado com esquizofrenia e, por isso, não teria condições de avaliar o crime cometido. O documento ainda afirma que o analista de sistemas fazia uso frequente de maconha.  

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A entrevista foi realizada no Fórum de Ribeirão Preto, por dois especialistas, no dia 29 de janeiro. Além de Eduardo Liboni, estiveram presentes no exame os pais do acusado. No atendimento, ele voltou a afirmar que vem sendo perseguido por pessoas desconhecidas e que a vítima "fazia parte daquele grupo que o perseguia".  

Liboni disse que esfaqueou a mulher porque ela lhe disse "bom dia", como as pessoas que, segundo ele, o perseguia. "[...] de nenhuma maneira eu fui de encontro com ela, quem veio de encontro foi ela para dizer esse bom dia", transcreveram os psiquiatras no relatório.  

Segundo laudo médico pericial, o programador fazia uso diário da maconha, cerca de seis cigarros por dia. Porém, aos psiquiatras ele disse que duas semanas antes do crime havia interrompido o uso da droga porque estava sem dinheiro. Conforme o documento, ele fazer uso dos entorpecentes desde os 23 anos de idade.  

No laudo os psiquiatras sublinharam que na época do crime, Eduardo Liboni apresentava dependência toxicológica leve, uso abusivo de álcool e esquizofrenia paranoide.  

"No momento dos fatos, se apresentava com delírios persecutórios, que lhe privaram inteiramente da ilicitude dos fatos, por doença mental [...]. Recomenda-se sua internação em Hospital de Custódia".  

Processo
 
O promotor Marcus Túlio Nicolino explica que o resultado do laudo aponta que Eduardo Liboni deve passar a ser considerado inimputável no processo, não podendo passar por Júri Popular, por exemplo. Mas, a decisão é da juíza que acompanha o caso. O processo corre na 2ª Vara do Júri de Ribeirão Preto.  

Mesmo assim, ele salienta que o processo deverá dar continuidade, com interrogatórios do programador e de testemunhas junto a Justiça. "Por ser inimputável ele não vai ser à Júri e será internado em hospital psiquiátrico. Mas precisa da sentença da Juíza", explica.  

O advogado da família de Eduardo Liboni, André Servidori, disse que o laudo confirma que Eduardo enfrenta problemas psiquiátricos e que não tinha consciência dos atos ao cometer o crime. "Portanto, Eduardo deverá ser internado em hospital de custódia para ser tratado, como estabelece a lei", pontua.  

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