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Cotidiano

Com isolamento baixo, pandemia pode continuar até setembro

Infectologista do HC diz que os casos podem continuar aumentando por mais três meses se as medidas de distanciamento não forem cumpridas

| ACidadeON/Ribeirao

A Prefeitura de Jaguariúna anuncia a décima morte
 

Em queda há mais de uma semana em Ribeirão Preto, a baixa adesão ao isolamento social pode ser determinante para o aumento de casos do novo coronavírus nos próximos dias e, consequentemente, prolongar a quarentena na cidade.  

Caso a população continue se comportando como agora, Fernando Belíssimo, infectologista do Hospital das Clínicas, diz que a curva de contágio da doença pode continuar crescendo por mais três meses. Ou seja: até setembro deste ano.  

A previsão das autoridades de Saúde, no entanto, era que o município iniciasse agosto com as médias diárias mais estabilizadas isso depende do número de pessoas infectadas por dia, mortes decorrentes da covid-19 e controle da taxa de ocupação de leitos.  

"A esperança é que as coisas comecem a melhorar até o final de julho, mas não dá para prever com certeza. Na verdade, isso depende inteiramente de como as pessoas vão se comportar", afirma o especialista. 
 
E explica: "se a gente tiver 30% de isolamento, a doença vai continuar aumentando, vai explodir e invadir o mês de setembro ainda no pico".  

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Na sexta-feira (10), o Departamento de Inteligência do Governo do Estado divulgou que apenas 45% dos moradores de Ribeirão Preto cumpriram as regras de distanciamento. Já no final de semana, os números ficaram entre 46% e 51%.  

Vale lembrar que a recomendação do Ministério da Saúde e da OMS (Organização Mundial de Saúde) é que as cidades em situação mais crítica atinjam pelo menos 70% de adesão ao isolamento social. O máximo conquistado pelo município desde o dia 3 de março foi 59%.  

O único remédio  

Ainda segundo o Fernando Belíssimo, o único "remédio" para impedir que a pandemia se arraste na região é a conscientização.  

Para ele, tudo que não podia acontecer neste período em relação ao novo coronavírus, aconteceu e causou consequências.  

"No começo do mês, houve uma expectativa de estabilização da curva de contágio, mas o sistema de Saúde ficou saturado e impediu essa melhora. Precisamos considerar que os pacientes internados com covid-19 costumam ficar muito tempo na UTI e isso é prejudicial para a taxa de ocupação de leitos. Por isso que as pessoas precisam evitar ficar doentes", finaliza o infectologista. 
 
Em Ribeirão Preto, 7.684 pessoas já contraíram a doença e 227 delas morreram.

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