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Veja tudo o que se sabe sobre a varíola dos macacos; SP tem 6 casos

De acordo com o Instituto Butantan, a varíola dos macacos é apontada como menos grave do que a varíola humana, que já foi erradicada

| ACidadeON/Ribeirao -

Vírus Monkeypox, conhecido como varíola dos macacos (Foto: Reprodução/ EPTV)
 
A secretaria estadual da Saúde já confirmou dois casos da varíola dos macacos no interior de São Paulo. A doença foi detectada em dois homens, com 28 e 29 anos, que vivem Indaiatuba e Vinhedo. Os dois casos são considerados importados, já que os pacientes têm histórico de viagens para Europa, onde há um surto da doença - outros quatro casos foram confirmados na Capital. 

Por isso, o acidade on Ribeirão compilou informações que foram disponibilizadas pelo Instituto Butantan sobre a gravidade da doença, principais sintomas, como ocorre a transmissão da doença e como é realizada a vacinação e o tratamento. 

Menos grave 

Segundo o Instituto Butantan, a varíola dos macacos não tem o mesmo impacto mortal do que a varíola humana, que foi erradicada em 1980. O Butantan informa que os vírus causadores das doenças são considerados "primos", já que são da mesma família, a Poxviridae. Contudo, a doença tende ser menos grave em humanos.  

Mortalidade
 
De acordo com o Instituto Butantan, a varíola dos macacos, cuja cepa é endêmica na África Ocidental e está circulando pela Europa, tem uma taxa de letalidade entre 1% e 3%. Outra variante, originária do Congo, é considerada mais perigosa, com taxa de letalidade de até 10%, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).  

Sintomas
 
Entre os sintomas que podem ser apresentados pelos doentes estão a febre, dor de cabeça e dor no corpo, calafrios, exaustão, que podem durar em média três dias. Na fase seguinte, começam a aparecer lesões na pele, que evoluem em cinco estágios, conhecidos como mácula, pápulas, vesículas, pústulas e finalmente crostas, estágio final quando caem.  

Transmissão e detecção
 
A transmissão da varíola dos macacos ocorre justamente quando existe o contato com as lesões na pele do doente. Se este quadro for acompanhado por dor de cabeça, início de febre acima de 38,5°C, linfonodos inchados, dores musculares e no corpo, dor nas costas e fraqueza profunda, é necessário fazer exame de PCR para confirmar ou descartar a doença, de acordo com a recomendação da OMS.  
 
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Vacina e tratamento
 
Nesta semana, a OMS publicou orientações sobre o uso da vacina contra a varíola causada pelo vírus Monkeypox em casos específicos e desaconselhou a vacinação em massa como forma de controlar o surto fora de países endêmicos (na África Ocidental) e impedir a propagação da doença.  

Entre os motivos apontados é que não existe quantidade de imunizantes para produção em larga escala e que a doença não está fora de controle. Ao aparecer os primeiros sintomas, mesmo que suspeitos, é importante procurar atendimento médico para que seja prescrito o melhor tratamento.  

Origem do nome
 
De acordo com a diretora do Laboratório de Virologia do Instituto Butantan, Viviane Botosso, o termo varíola dos macacos não reflete exatamente a origem do vírus. A especialista explica que esse foi ficou conhecido porque o vírus foi detectado inicialmente em macacos que foram exportados da África para a Dinamarca. Porém, se sabe que roedores, como ratos, também adquirem a doença. 
 
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