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Cotidiano

Irmão de José Dirceu é preso em Ribeirão Preto na 17ª etapa da Lava Jato

Empresa dos irmãos é suspeita de lavar dinheiro em contratos com a Petrobras

| Jornal A Cidade

A Polícia Federal (PF) prendeu Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, irmão do ex-ministro José Dirceu, na manhã desta segunda-feira (3), em Ribeirão Preto. A prisão ocorre durante a 17ª etapa da operação Lava Jato.

A suspeita é que a empresa JD Assessoria e Consultoria, que tinha como sócios os irmãos José Dirceu e Luiz Eduardo, tenha prestado serviços para empresas que desviaram dinheiro da Petrobras. O irmão de Dirceu cumprirá prisão temporária de 5 dias.

Vivendo com a família em Ribeirão Preto há mais de 10 anos, Luiz Eduardo foi diretor da Transerp, empresa que gerencia o trânsito em Ribeirão Preto, durante o governo de Gilberto Maggioni (2003 e 2004).

O irmão de Dirceu foi levado de carro para Guarulhos por agentes da operação Lava Jato e será encaminhado para Curitiba, onde se concentram as investigações. A operação de hoje não contou com os agentes da PF de Ribeirão.

Dirceu preso em Brasília
O ex-ministro José Dirceu (Casa Civil do governo Lula) foi preso na manhã desta segunda-feira,  em Brasília. Dirceu é alvo de prisão preventiva decretada pelo juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações penais da Operação Lava Jato.

O ex- ministro está sob investigação por suposto recebimento de propinas disfarçadas na forma de consultorias, por meio de sua empresa JD Assessoria e Consultoria, já desativada. Dirceu cumpria prisão domiciliar por sua condenação no processo do mensalão.

A Polícia Federal incluiu a JD Assessoria e Consultoria em um grupo de 31 empresas "suspeitas de promoverem operações de lavagem de dinheiro" em contratos das obras da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco - construção iniciada em 2007, que deveria custar R$ 4 bilhões e consumiu mais de R$ 23 bilhões da Petrobras.

O documento é o primeiro de uma série de perícias técnicas da Polícia Federal que apontam um porcentual de desvios na Petrobras de até 20% do valor de contratos. O porcentual é superior aos 3% apontados até aqui nas investigações da Operação Lava Jato, que incluía apenas a propina dos agentes públicos e políticos.

"Foi identificada movimentação financeira da ordem de R$ 71,4 milhões, tendo como origem Construções e Comércio Camargo Corrêa S/A e como destino as seguintes empresas, suspeitas de operarem lavagem de dinheiro: Costa Global Consultoria e Participações, JD Assessoria e Consultoria; Treviso do Brasil Empreendimentos e Piemonte Empreendimentos", registra o laudo 1342/2015 presente nos autos da Lava Jato.

Operação
A 17ª fase da operação Lava Jato foi deflagrada nesta segunda-feira para cumprir 40 mandados judiciais, sendo três de prisão preventiva, cinco de prisão temporária, 26 de busca e apreensão e seis de condução coercitiva.
 

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