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Cotidiano

Câmeras de segurança podem identificar e levar criminosos à prisão

Delegado do Setor de Homicídios destaca que prova trazida pelas imagens das câmeras torna os crimes incontestáveis

| Jornal A Cidade

Weber Sian / A Cidade
Comerciante mostra sistema de câmeras de segurança instalado no ano passado: são 22 ao todo, sendo dez na área externa (foto: Weber Sian / A Cidade)

Bem utilizadas, câmeras de segurança funcionam como verdadeiros “detetives eletrônicos” capazes de solucionar crimes e até ajudar a polícia a colocar, em tempo recorde, os criminosos na cadeia.
Foi o que aconteceu na madrugada de anteontem. A divulgação das imagens das câmeras de segurança de uma residência dos Campos Elíseos nas redes sociais foi crucial para que a polícia prendesse o acusado de estuprar uma adolescente de 14 anos. O criminoso foi preso, menos de 12 horas depois de a polícia autorizar a divulgação do vídeo na internet.

Delegados ouvidos ontem pelo A Cidade destacam a importância de a população colaborar na cessão de imagens e reforçam que o anonimato é garantido. “A maioria tem colaborado com a gente”, diz o delegado da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) Ricardo Turra.

O delegado titular do Setor de Homicídios da DIG, Claudio Sales Junior, acrescenta que a utilização das imagens é “praticamente tudo” em uma investigação. “Se temos a imagem de um crime, já temos a prova pronta. O crime é incontestável, não há o que falar”.

Ontem, graças ao circuito de segurança de uma loja na Nove de Julho, a PM prendeu em flagrante um casal de ladrões. O dono da loja viu a ação dos criminosos pelo celular e acionou o 190 (leia à página A7).
O comerciante Rogério Biagiotti, 43, também fez com que a polícia recapturasse dois fugitivos por conta das imagens captadas em frente a sua casa, no Jardim Botânico (zona Sul), há dois anos. “Um deles tocou a campainha para pedir água e vimos que outro bandido estava escondido no jardim. Dei a água para ele da borracha, por baixo do portão, e chamei a polícia. Depois descobrimos que os dois foram capturados”.

A empresa de Rogério conta tem 22 câmeras – dez na área externa – desde o ano passado.

Identificação
Ass câmeras de uma padaria nos Campos Elíseos ajudaram a polícia a identificar o homem que assaltou uma vizinha idosa. “A filha da vítima pediu as imagens e demos. Tem que ser solidário, todo mundo tem que se ajudar”, diz a gerente Caroline Bufalo, 22.

Apesar disso, os equipamentos não evitaram um assalto à padaria no mês passado. “Chegaram dois bandidos de moto com o capacete na cabeça, então não foi possível identificá-los”, diz.

Câmeras flagram roubo de veículo

A polícia deteve três suspeitos de roubar o carro e agredir uma idosa nos Campos Elíseos, zona Norte. As câmeras de segurança na rua São Paulo flagraram o momento em que a vítima foi retirada à força do veículo e os criminosos fugiram.

A idosa de 70 anos havia acabado de estacionar o carro anteontem à tarde, quando foi abordada pelos suspeitos que a retiraram do veículo e a jogaram ao chão. 

Os três fugiram. Uma viatura da PM estava parada em frente ao Cemitério da Saudade quando os policiais viram o carro roubado passando em alta velocidade. A perseguição ocorreu por algumas quadras, quando os bandidos saíram do carro e foram capturados.

Imagens facilitam apuração

O delegado da DIG, Ricardo Turra, destaca que as imagens das câmeras de segurança utilizadas pela polícia abrem um leque muito grande nas investigações.

“É fundamental começar a trabalhar a investigação com uma imagem. São provas muito contundentes da autoria de um crime, pois podem revelar veículos, roupas do acusado e, em alguns casos, até o rosto do suspeito se as câmeras tiverem uma boa resolução”.

Turra acrescenta que o anonimato é garantido. “Quando a pessoa não é vítima, ela tem que ter consciência de ajudar o próximo. Não basta ter as câmeras: é preciso acionar a polícia ao flagrar qualquer movimentação suspeita por meio dos equipamentos. As câmeras têm custo-benefício que compensa”.

O delegado do Setor de Homicídios, Claudio Sales Junior, diz que uma das dificuldades de usar as imagens para elucidar crimes é que a maioria das câmeras não grava. “De dez investigações de homicídio que fazemos, em duas delas só conseguimos as imagens”.

 

 


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