Plastino confessou ter dado dinheiro a Walter e Cícero, diz delegado

Flávio Reis revelou confissão do empresário, feita em conversa informal, durante as audiências desta segunda (24)

    • ACidadeON/Ribeirao
    • Cristiano Pavini
Weber Sian / A Cidade - 07.out.2016
Marcelo Plastino cometeu suicídio em novembro de 2016 (Foto: Weber Sian / A Cidade - 7.out.2016)

 

O empresário Marcelo Plastino confessou, em conversa informal com policiais federais, que as revistas entregues a Walter Gomes e Cícero Gomes continha dinheiro.

A revelação foi feita pelo delegado da Polícia Federal (PF), Flávio Reis, primeiro a depor nas audiências Sevandija relacionadas à empresa Atmosphera nesta segunda-feira (24).

 

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Segundo Flávio, Plastino assumiu que os envelopes continham dinheiro quando foi preso e levado à carceragem da PF, no dia 3 de setembro. O delegado ressaltou que a conversa foi informal.

Os advogados de defesa reclamaram com o juiz, alegando que essa confissão não está nos autos.

Plastino, informalmente, também assumiu que contratou a mulher do vereador Walter Gomes, no período de 2012 a 2015, para ganhar R$ 3 mil mensais sem trabalhar, com o dinheiro revertido ao vereador.

Plastino se suicidou com um tiro na cabeça no dia 25 de novembro de 2016, em seu apartamento na avenida João Fiúsa, zona Sul de Ribeirão Preto. O empresário deixou documentação indicando que faria uma delação premiada.

Walter Gomes foi filmado recebendo um envelope de Plastino na loja de conveniência de um posto de combustível em 11 de agosto de 2016. No mesmo dia, o empresário se encontrou com Cícero Gomes no shopping Iguatemi e foi flagrado pela PF entregando um envelope dentro de uma revista.

Antes do encontro, Plastino ligou para marcar "um café" com ambos – senha que ficou famosa, segundo a Polícia Federal, para encontros a fim de fortalecer troca de favores e também entrega de propina.

O depoimento do delegado Flávio Reis começou às 14h30 e foi suspenso às 15h30 para que os sete réus presos pudessem almoçar.

O delegado reforçou, ao ser questionado pelo promotor de Justiça Marcel Zanin Bombardi, irregularidades envolvendo a empresa Atmosphera.


'Tortura'

Advogados de defesa dos réus presos alegaram ao juiz Lúcio Ferreira, que conduz a audiência, que eles foram submetidos a "tortura", já que não haviam almoçado e sequer tomado água desde que deixaram o sistema prisional (a maioria, de Tremembé, na Capital), por volta das 8h30. Uma pausa foi feita para todos comerem um lanche.


ACidade ON acompanha as audiências. Você lê a reportagem completa na edição do jornal A Cidade desta terça-feira (25).


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