O Bosque e Zoológico Fábio Barreto em Ribeirão Preto viu a demanda para tratamento de animais vítimas de queimadas aumentar 500%. O último inverno, que terminou na última quarta-feira (22), foi o mais seco dos últimos 21 anos, propiciando o grande número de incêndios em áreas de vegetação nativa e plantações.
LEIA MAIS – Incêndio consome matas e assusta na região de Ribeirão Preto
Segundo a secretaria do Meio Ambiente de Ribeirão Preto, o bosque recebe em média de 2 a 3 animais por dia para tratamento veterinário. Por conta das queimadas, a média subiu de 14 a 16 animais.
A secretaria ainda informa que os atendimentos a esses animais estão relacionados a ferimentos causados por queimaduras, por conta dos incêndios, ou os bichos que ao tentar fugir das chamas, foram atropelados por veículos em rodovias da região.
A pasta alerta que o período também é marcado pelo início da época reprodutiva de diversas espécies nativas da região, o que também acarreta o crescimento da demanda por atendimento de filhotes.
Contudo, a secretaria de Meio Ambiente afirma que nenhum animal ficou sem atendimento, que está sendo realizado pela equipe de veterinários do recinto.
Inverno mais seco
O último inverno entrou para a história como a mais seca desde o ano de 2000, quando foi iniciada a medição na cidade.
A média de chuva para o período é de 97,6 milímetros de água, contudo neste ano, foram registrados apenas 6,9 milímetros.
Em relação a temperatura, a maior máxima foi de 39ºC, nos dias 08, 19 e 20 de setembro. A mínima chegou a 1ºC no dia 20 de julho, informa a meteorologia.