A Polícia Civil concluiu, nesta sexta-feira (27), a investigação sobre a morte da professora de pilates Larissa Rodrigues, envenenada em março deste ano em Ribeirão Preto.
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Durante coletiva de imprensa, os delegados Fernando Bravo e José Carvalho de Araújo Junior, informaram que o médico Luiz Garnica, marido da vítima, e a mãe dele, Elizabete Arrabaça, foram formalmente indiciados por homicídio qualificado com uso de veneno.
Vale lembrar que os dois estão presos desde maio. Exames periciais confirmaram que Larissa morreu após ingerir “chumbinho”, veneno ilegal utilizado para matar ratos.
O inquérito policial já foi encaminhado ao MP (Ministério Público) e a denúncia deve ser apresenta à Justiça nos próximos dias.
Demos por encerrado o inquérito policial e ele já foi encaminhado para a Justiça. A conclusão que tivemos é de que o Luiz e a Elizabete foram os causadores da morte da Larissa. Nós conseguimos recuperar em um dos telefones os horários do crime, Eles demonstraram várias inconsistências em relação aos depoimentos prestados pelo Luiz. Isso faz com que a gente possa afirmar que ele e a Elizabete concorreram por esse crime
Fernando Bravo
Crime foi premeditado
Ainda de acordo com o delegado Fernando Bravo, a morte de Larissa foi premeditada pelos suspeitos. Ele ainda disse que o crime foi motivado por problemas financeiros de Luiz e Elizabete.
“Os dois teriam interesses financeiros. É muito evidenciado para a gente, através de trocas de mensagens. Toda a cronologia que o Luiz colocou no computador dele, as provas que ele apresentou, isso ficou bem claro para a gente que o crime foi premeditado. A Larissa já vinha passando mal ao longo da semana. O Luiz, de acordo com relatos de testemunhas, a impediu que procurasse exame médico”, afirmou.
As investigações ainda apontaram que Elizabete administrou um medicamento envenenando Larissa na noite anterior ao crime. Vale dizer que Elizabete escreveu uma carta na prisão admitindo o episódio, contudo, diz que tudo aconteceu de forma acidental.
Ainda de acordo com a polícia, o médico Luiz Antonio Garnica criou álibis para não ser relacionado ao crime.
No dia da execução dela, do dia 21 para 22, ele fez vários álibis para comprovar que ele não teria nenhuma participação, mas conseguimos ver algumas contradições pelos celulares, principalmente o relato dele aos socorristas falando que ele acreditava ainda que ela estava viva. Isso foi desmentido através de mensagens. Antes de os socorristas chegarem ao apartamento, ele já tinha passado a mensagem para a amante indicando que ela estava morta
Novo depoimento
Nesta semana, os dois suspeitos prestaram novos depoimentos. Durante a audiência, Elizabete solicitou ao juiz a conversão da prisão preventiva para prisão domiciliar, alegando problemas de saúde e dificuldades no ambiente carcerário. No final do depoimento, afirmou que enfrenta tosse, dor de garganta, fraqueza nas pernas e dificuldade para dormir. Disse também que o barulho constante dentro da unidade prisional dificulta sua concentração e memória.
Elizabete também se mostrou disposta a utilizar tornozeleira eletrônica, caso a Justiça autorize a medida.
Já o o médico Luiz Garnica acusou a mãe, Elizabete Arrabaça, de matar por envenenameno a irmã Nathalia e a esposa dele, a professora Larissa Rodrigues. “Acredito que, depois de tudo isso, eu seria o próximo, até pela quantia que ela precisava. Se ela teve coragem de matar a própria filha, que morou com ela a vida toda, qual a dificuldade de matar eu também?”, disse o médico.
O que diz o outro lado?
O defensor de Luiz, Júlio Mossin, declarou que o inquérito já demonstra que seu cliente é inocente. Ele acrescentou que a equipe jurídica vai apresentar mais elementos de defesa assim que a denúncia for formalizada na Justiça. A defesa de Elizabete ainda não se manifestou.
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