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Acusado de enterrar analista financeiro vivo volta ao banco dos réus

Adelir da Silva Mota já havia sido condenado a 18 anos de prisão em 2014 pelo crime, mas o TJ-SP anulou o julgamento

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Adelir da Silva Mota (à dir.) volta a ser julgado nesta quinta-feira (28) (Foto: Reprodução / EPTV)

O dono de lava-jato Adelir da Silva Mota, acusado de matar o analista financeiro Carlos Alberto de Souza Araujo junto com o empresário Alexandre Titoto, em fevereiro de 2003, volta ao banco dos réus nesta quinta-feira (28).
 
A promotoria sustenta que Adelir participou do crime a pedido de Titoto, que devia R$ 600 mil à vítima. Amigo de infância de Carlos, Alexandre levou a vítima até o seu escritório e, com a ajuda de Adelir, golpeou o analista na cabeça com um pedaço de pau e uma lixeira de metal.  

Carlos conseguiu fugir do apartamento, localizado em edifício de alto padrão, mas foi perseguido pela dupla nas escadas e acabou desacordado. Os dois, então, amarraram suas pernas e braços com fita adesiva, o levaram até fazenda da família de Alexandre, em Serrana, e o enterraram.

Segundo julgamento popular
 
Esse é o segundo julgamento por júri popular de Adelir pelo mesmo crime. Ele já havia sido julgado em outubro de 2014 e condenado a 18 anos de prisão, mas o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) anulou o julgamento.   

Para o promotor Marcus Túlio Nicolino, o julgamento foi anulado por questões meramente técnicas.  "O TJ entendeu que naquele momento não estava comprovado que a qualificadora do motivo torpe também devesse ser estendida para o réu Adelir porque a dívida era do Titoto,  

"Segundo o TJ, nõa havia prova suficiente para indicar que o Adelir soubesse dessa situação (briga pela dívida financeira. Também porque em um primeiro momento o TJ achou incongruente ele ter sido condenado por ocultação de cadáver e homicídio triplamente qualificado em razão de ser enterrado vivo, então por essa questão que o julgamento foi anulado. Com relação a autoria, está confirmada foi ele e não há nenhum excludente que possa beneficiá-lo", afirmou o promotor. 

Segundo Nicolino, nesse aspecto a tese da promotoria é coincidente com a defesa. "Nós defendemos que não houve ocultação de cadáver porque ele foi enterrado vivo, então houve na verdade um homicídio triplamente qualificado [com as qualificadoras de motivo torpe, crueldade e impossibilidade de defesa à vítima]". 

Alexandre Titoto foi condenado em 28 de setembro a 25 anos de prisão pela morte de Carlos Araújo, mas teve um habeas corpus concedido por um desembargador do TJ (Tribunal de Justiça) um dia após o julgamento e segue em liberdade.

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