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Nove de julho: um tabuleiro de corrida de obstáculos em Ribeirão Preto

Buracos, paralelepípedos soltos e rampas de acesso destruídas são verdadeiras armadilhas para pedestres, motoristas e motociclistas que transitam pela via

| ACidadeON/Ribeirao

Cratera no meio da avenida Nove de Julho esbanja perigo para motociclistas e pedestres (Fotos: Matheus Urenha / A Cidade)

Transitar pela avenida Nove de julho, em Ribeirão Preto, é uma verdadeira corrida de obstáculos para pedestres, motoristas e motociclistas. As barreiras que desafiam os transeuntes vão de buracos nas ruas e calçadas, a paralelepípedos soltos e irregulares e rampas de acesso para cadeirantes quebradas.  

Tombada como patrimônio da cidade, a avenida sofre com a falta de manutenção. Pedestres e motoristas precisam ficar atentos para não sofrerem algum tipo de queda ou acidente. ACidade ON percorreu toda a extensão da avenida Nove de Julho, do começo ao fim, e listou, ao menos, 15 obstáculos ao longo da via.  

Logo no início da avenida Nove de julho com a avenida Santa Luzia, sentido avenida Independência, o primeiro obstáculo a ser vencidos pelos motoristas e motociclistas são os paralelepípedos soltos.  

Poucos metros à frente, pedestres precisam disputar espaço com o lixo que se prolifera sob as árvores. Além do lixo, a falta de calçada e folhas secas são um perigo. Basta um descuido do pedestre para pisar sobre elas, escorregar e cair.  

No cruzamento com a rua Tibiriçá, mais paralelepípedos soltos trazem a sensação aos motoristas de estarem em um rali. E ali, como o problema está no meio da avenida, o condutor não muito para onde correr.  

Na altura do número 250, pedestres são obrigados a fazer o tradicional ziguezague para desviar dos buracos e pedras soltas em duas calçadas em frente a recreativa.  
 

Cratera na avenida Calçada do canteiro central da Bove de Julho esbanja perigo para o pedestre (Fotos: Matheus Urenha / A Cidade)

Na esquina com a rua Visconde de Inhaúma, mais obstáculos para o pedestre na calçada do canteiro central: as pedrinhas estão soltando e são verdadeiras armadilhas para quem passa por ali.  

Ainda na esquina da Visconde, as duas rampas de acesso para cadeirantes estão quebradas, revelando que naquela região da cidade a acessibilidade não tem vez.  

Já no cruzamento com a rua Marcondes Salgado, o perigo é principalmente para os motociclistas com os paralelepípedos soltos e fundos. Na mesma esquina, outra rampa para cadeirantes está destruída.  

No cruzamento da avenida com a rua São José, mais buracos na calçada do canteiro central barram a passagem dos pedestres.  

Já na esquina com a rua Cerqueira César uma cratera perigosa se formou. Ali os motociclistas já podem fazer motocross dentro da cidade, pois também há areia e paralelepípedos soltos.  

Os que passam pelo trecho da avenida Nove de julho entre as ruas Garibaldi a Marechal Deodoro podem se sentir em uma montanha russa ao passarem pelas ondulações profundas e irregulares da via.  

Bem no cruzamento da avenida com a Marechal Deodoro há um buraco bem no meio da via, um perigo iminente para o motorista e motociclista que passa desatento. Na Nove de julho com a avenida Independência a calçada do canteiro central também está quebrada;   


 

Tem que cuidar 

Para o professor de educação física Cássio Fernando, 55 anos, que passa sempre de carro pela avenida, o local merece ter uma atenção especial da prefeitura, por ser um patrimônio. "Acho que vale a pena melhorar e corrigir os defeitos da avenida, porque os problemas daqui (avenida) não são de agora, tem muito buraco e isso pode até ocasionar um acidente", disse.  

Morador da cidade há apenas dois anos, o professor acredita que a prefeitura está fazendo o que pode. "Acredito que a prefeitura está com muitos problemas, mas Ribeirão Preto é uma cidade muito bonita, e algo tem que ser feito. O que não pode é ficar do jeito que está", concluí.  

Perigo e prejuízo
 
Se passar de carro pelo local, já é difícil, imagine para os motociclistas. Renan Leão, 27 anos, diz que evita passar pela Nove de julho para não correr o risco de sofrer alguma queda ou de estragar a moto, porque os obstáculos na avenida são muitos.  

"Se eles (prefeitura) querem manter o patrimônio, devem cuidar dele", fala o recepcionista. O jovem também diz que o poder público está deixando a desejar no cuidado com a cidade em geral. "Não adianta arrumar e não cuidar, porque os buracos podem voltar ainda piores", completa.  

Já o mototaxista de 53 anos, Carlos César Zanandrea conta que não conseguiu evitar o prejuízo de R$ 200, causado por um buraco na avenida. "Eu estava passando aqui a noite e não vi o buraco, ai acabou estragando toda a roda da frente da minha moto", conta.  

Ainda para Carlos, a prefeitura também está deixando a desejar na manutenção do local. "É perigoso para nós e ninguém está fazendo nada para melhorar. Deveriam restaurar logo a avenida", desabafa.  

A avenida está em melhores condições de tráfego na parte asfaltada, que é depois do cruzamento com a Avenida Independência.  

Outro lado -  Prefeitura diz que reparos estão programados 

Em nota, a prefeitura informou que os reparos pontuais na avenida estão na programação da Secretaria Municipal da Infraestrutura.  

ACidade ON também questionou se há algum projeto de reforma para a avenida 9 de julho e a resposta foi que "para a execução de um projeto amplo que contemple obras de revitalização, o município dependerá de verba a ser alocada, e também de autorização de outros órgãos, pois a avenida é tombada e qualquer intervenção depende desses procedimentos administrativos".  

(Priscilla Figueiredo, com supervisão de Rita Magalhães)
 

Arte: Infográficos / A Cidade

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