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Historiadora traça cenário do País à época da revolução

Lilian Rodrigues de Oliveira Rosa lembra que houve recolhimento de ouro em Ribeirão Preto e região para a causa da Revolução Constitucionalista

| ACidadeON/Ribeirao

 

Lilian Rodrigues de Oliveira Rosa traça cenário do País à época da Revolução de 1932 (Fotos: Weber Sian / A Cidade)

Coordenadora de pós-graduação da Faap e presidente do IPCCIC (Instituto Paulista de Cidades Criativas e Identidades Culturais), a historiadora Lilian Rodrigues de Oliveira Rosa relembra que houve recolhimento de ouro em Ribeirão Preto e região para a causa da Revolução de 1932   

Constitucionalista e destaca o apoio das mulheres grupos femininos costuravam uniformes para os combatentes. Conta, ainda, que em cidades da região, como Cássia dos Coqueiros, muitos abandonaram suas casas com medo do conflito e declarou que um dos legados das batalhas foi a consolidação da organização da Força Pública no Estado.  

Leia a seguir os principais trechos da entrevista:  


Qual era o cenário do País quando foi deflagrada a Revolução Constitucionalista de 1932?
 
O país vivia um momento de transição política e econômica. Em 1930, com um golpe de Estado, Getúlio Vargas havia chegado ao poder, nele ficando por 15 anos sucessivamente. Colocou um fim na Primeira República,   

iniciada em 1889, implantando um governo provisório, entre 1930 e 1932, em meio a uma série de incertezas. As dificuldades financeiras se multiplicavam com a queda da receita das exportações de café, resultantes da crise que havia eclodido em 1929. Greves, desemprego e êxodo rural. Em meio à instabilidade, Vargas iniciou medidas centralizadoras, fazendo frente às oligarquias cafeeiras, em particular paulistas, que tinham sido a base do poder político até então.

Qual foi a participação de Ribeirão Preto e região na revolução?
 
Foram designados para Ribeirão Preto 330 homens do 3º BCP (Batalhão de Caçadores Paulistas), integrantes da Força Pública. Parte do batalhão foi enviada para as pontes de Rifaina e Igarapava. Outra parte ficou sediada em Ribeirão Preto, funcionando como uma célula itinerante. Além disso, houve recolhimento de ouro para a causa, a organização de voluntários civis armados e de grupos de mulheres que costuravam uniformes.

Qual o legado da Revolução Constitucionalista?
 
Na época da Revolução de 1932, a Força Pública possuía 13 mil homens, sendo a mais bem treinada e organizada do País. Junto com os civis, resistiu às tropas federais, consolidando ainda mais sua organização no Estado. [Com a Proclamação da República, em 1889, o termo Força Pública passou a denominar exclusivamente as forças estaduais, sendo a Polícia Militar a última a ter perdido essa denominação, em 1970, quando incorporou o efetivo da antiga Guarda Civil].   

A memória desta revolução talvez seja um dos principais legados. Em cidades como Cássia dos Coqueiros, permaneceu o trauma provocado pelo medo do conflito. Em Ribeirão Preto, a memória dos mortos no conflito persiste nos monumentos.


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