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Ribeirão Preto registra 6.394 buracos 'oficiais'

Prefeitura realiza, em média, 28 serviços de tapa-buracos por dia e recapeou 92 km desde início de 2017

| ACidadeON/Ribeirao

Ribeirão Preto registra 6.394 buracos (foto: Weber Sian / A Cidade)


Apesar de recapear 92 quilômetros desde o início de 2017 e executar 28 serviços de tapa-buracos por dia, a Prefeitura de Ribeirão Preto ainda tem um grande desafio pela frente: resolver as 6.374 ordens de serviço em aberto.  

O bairro com maior número de pedidos a serem cumpridos é o Campos Elíseos, na zona Norte da cidade, com 426 solicitações em aberto.
Em segundo está o Ipiranga, na zona Oeste, com 325 solicitações, seguido pelo Parque Ribeirão, também na zona Oeste, com 274 pedidos em aberto.  

O levantamento fornecido pela Prefeitura mostra que os locais com maior número de pedidos estão pulverizados bairros em todas regiões da cidade e o Centro estão entre os dez pontos com mais solicitações.
Esses dez bairros concentram 2.141 solicitações, que representam 33% do total atual.  

Moradores reclamam da demora da Prefeitura em tapar os buracos existentes. Na esquina das ruas Santos com Paraguai, na Vila Carvalho (zona Norte), um buraco de três metros foi aberto há oito meses. No bairro Tanquinho (zona Norte), a rua Romano Coró na altura do número 664 tem, pelo menos, quatro buracos abertos há seis meses.

Salto  

O número de pedidos pelo serviço de tapa-buracos em Ribeirão Preto registrou um salto de 40% nos últimos oito meses, segundo dados fornecidos pela Secretaria de Infraestrutura por meio da Lei de Acesso à Informação. Em janeiro deste ano, 4.558 solicitações estavam no sistema da Secretaria de Infraestrutura.  

O especialista em administração pública, Matheus Delbon explica, porém, que a alta não significa que o número de buracos nas ruas tenha crescido. "É normal isso acontecer se o serviço estiver sendo mais efetivo, daí a população se sente mais motivada a solicitar os reparos", pontuou.  

Na lista atual dos bairros com maior número de pedidos, seis deles estavam também no ranking de janeiro Campos Elíseos, Ipiranga, Parque Ribeirão, Bonfim Paulista, Ribeirânia e Vila Virgínia.  

Bairros com maior número de pedidos 

1 - Campos Elíseos: 426
2 - Ipiranga: 325
3 - Parque Ribeirão: 274
4 - Bonfim Paulista: 196
5 - Vila Tibério: 185  
6 - Centro: 159
7 - Cândido Portinari: 152
8 - Ribeirânia: 145
9 - Alto da Boa Vista: 141
10 - Vila Virgínia: 138 

Fonte: Secretaria Municipal da Infraestrutura, por meio da Lei de Acesso à Informação  

Outro lado  

Serviço é mais requisitado, diz Prefeitura 

Sobre o aumento do número de solicitações por tapa-buracos, a Secretaria Municipal da Infraestrutura considera que, "conforme as operações de tapa-buracos ocorrem em várias partes da cidade solucionando os problemas, o munícipe requisita com mais frequência o serviço na rua do bairro dele".  

"A Prefeitura pretende continuar os serviços de tapa-buracos com pessoal próprio para atender ao máximo as solicitações dos munícipes e terceirizar os serviços por meio de processo licitatório, em fase final de preparo", declarou.  

Sobre os buracos nos bairros Vila Carvalho e Tanquinho citados na reportagem, a Prefeitura declarou que enviará uma equipe aos locais para avaliar as condições dos buracos e posteriormente providenciará que sejam incluídos na programação de reparos.

Como reclamar 

- O cidadão que pretende reclamar de algum buraco deve ligar para o SAM (Serviço de Atendimento ao Munícipe), por meio do número 156;  

- É possível também fazer a reclamação por meio do aplicativo RiberOn, disponível para Android e iOS;

- Se o buraco é produto de vazamento de água ou esgoto, o cidadão pode ligar para o 115, na Central de Atendimento do Daerp. 
 

Mototaxista Rones Alves Castro dos Santos rompeu o ligamento da perna direita após cair em buraco (foto: Weber Sian / A Cidade)

Buracos deixam rastro de prejuízo  

Os buracos têm deixado um rastro de prejuízo financeiro para motoristas. Mas, os efeitos das crateras no asfalto vão além de mexer com o bolso das vítimas: afetam a saúde e já foram, inclusive, pivôs de mortes no trânsito.  

Nos últimos cinco anos, pelo menos cinco pessoas morreram em Ribeirão Preto após sofrerem acidentes provocados por buracos no asfalto. As mortes ocorreram entre novembro de 2013 e julho do ano passado.  

O mototaxista Rones Alves Castro dos Santos, 36, rompeu o ligamento da perna direita após cair em um buraco em novembro do ano passado quando ia buscar um passageiro no bairro Jardim Herculano Fernandes (zona Norte). Foi o sexto acidente, segundo ele, motivado pelas crateras no asfalto.  

"Eram umas 18h30, já estava meio escuro. Fui virar, não vi o buraco e fui para o chão", relembra. Além dos ferimentos, Rones teve de arcar com um prejuízo de R$ 540 para reparar os danos na moto.  

Por conta da queda, o mototaxista teve de ficar uma semana sem trabalhar e até hoje segue em tratamento na rede pública para reabilitar a perna ferida no acidente. "Estou aguardando cirurgia. Só Deus sabe quando vou conseguir fazer", lamentou. 

Análise  

É mais barato prevenir 

"O aumento do número de solicitações de tapa-buracos pode ser um sinal de que o serviço de reparos está sendo mais efetivo, está melhorando. Com isso a população pode se sentir mais motivada e solicitar o conserto, acaba reclamando porque resolve. Isso também acontece na saúde: quando melhora o atendimento, aumenta a demanda. Por outro lado, Ribeirão Preto tinha uma demanda muito grande, a gestão passada praticamente abandonou a pavimentação e sabe-se que o orçamento é limitado para isso. É preciso que o programa tenha continuidade, o ideal é haver um planejamento até o final do mandato. O enfrentamento do problema dos buracos tem que se tornar uma política pública de manutenção de vias, como ocorre nas rodovias privatizadas. A qualquer fissura que surge, já fazem o reparo e evitam o surgimento do buraco. Fica mais barato. Não vejo em nível municipal isso ser feito." 

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