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Walter Gomes aluga apartamento na João Fiúsa por R$ 1,8 mil

Defesa afirma que ex-vereador não conseguia mais arcar com custos de manutenção do imóvel

| ACidadeON/Ribeirao

Walter Gomes está em liberdade desde agosto de 2018, após ser beneficiado por um habeas corpus julgado pelo TJ-SP (Foto: Matheus Urenha/Arquivo ACidade)
 
O ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Ribeirão Preto Walter Gomes conseguiu locar para terceiros um imóvel na avenida João Fiúsa, zona Sul, após receber autorização da Justiça. O apartamento dele foi um dos bens bloqueados em razão das investigações da Operação Sevandija.  

A defesa de Walter Gomes solicitou que o apartamento pudesse ser alugado, pois o ex-vereador não estaria conseguindo arcar com a manutenção do imóvel, que teria apresentado alguns problemas, como janelas quebradas e umidade no teto. De acordo com a defesa, o imóvel está "desocupado há alguns anos e a mercê do tempo".  

Os novos locadores do apartamento deverão pagar o aluguel de R$ 1,8 mil ao mês, conforme o contrato apresentado pela defesa de Walter Gomes para a 4ª Vara Criminal de Ribeirão Preto, responsável pelo caso.  

"Todos os depósitos vão ser efetuados em conta judicial vinculados no processo, então, os aluguéis vão ser pagos diretamente ao Juízo", explica o advogado de Walter Gomes, Julio Mossin.  

O defensor ainda afirma que toda a manutenção do imóvel ficará por conta dos novos moradores. Mossin não soube informar como foi negociado os valores do aluguel. No total, por três anos de contrato, os novos inquilinos deverão depositar R$ 64,8 mil na conta judicial. Os valores poderão sofrer reajuste inflacionário pelo (IGP-M) Índice Geral de Preços do Mercado.  

Solto desde agosto de 2018
O ex-vereador Walter Gomes está em liberdade desde agosto de 2018, após conseguir um habeas corpus concedido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Na ocasião, os desembargadores que julgaram a ação argumentaram que houve excesso de prazo na prisão preventiva dos réus, que ainda não foram julgados.  

O processo da Sevandija pelo qual Walter Gomes está sendo julgado é o que apura irregularidades em contratados da Coderp (Companhia Desenvolvimento Econômico de Ribeirão Preto) com a empresa Atmosphera, para a contratação de funcionários terceirizados.  

Segundo a acusação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), vereadores realizavam indicações políticas em troca de apoio de projetos de interesse da ex-prefeita Dárcy Vera (sem partido).  

A ação está em fase final de apreciação pela Justiça, e as defesas já estão entregando os memoriais finais do processo.  

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