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Bar fecha as portas após briga que acabou na morte de empresário

Representante do Beagá, na zona Sul de Ribeirão Preto, diz que fato foi "acidente"; laudo apontou asfixia mecânica em vítima de golpe conhecido como mata-leão

| ACidadeON/Ribeirao


Familiares de Miguel fizeram um protesto no início do mês na porta do Beagá (Foto: reprodução / EPTV)
O bar Beagá, na zona Sul de Ribeirão Preto, decidiu encerrar suas atividades após um ano e quatro meses de funcionamento.

Segundo o representante do estabelecimento, Bruno Coelho, o bar não mais abriu as portas desde a morte do empresário Miguel Francisco Puga Barbosa, de 24 anos, no último dia 26 de maio.

Laudo do IML (Instituto Médico Legal) apontou que a causa da morte do jovem foi asfixia mecânica e estrangulamento.  

Imagens do circuito interno mostram o jovem sendo imobilizado com um golpe conhecido como mata-leão durante uma confusão no estabelecimento.  

"Foi única e exclusivamente por causa da morte do rapaz. Porque, até lá, o bar era um excelente negócio para todo mundo", disse Coelho, por telefone ao ACidade ON.  

Aproximadamente 20 funcionários do Baeagá tiveram seus contratos trabalhistas rescindidos, segundo o representante, e o imóvel já foi devolvido ao proprietário. 
 

Coelho também alegou que a imprensa e pessoas na internet teriam divulgado inverdades e fatos negativos contra o bar, o que também teria contribuído com a decisão pelo encerramento das atividades.  

O segurança Jonathan Wiliam Bento, 26 anos, chegou a ser preso em flagrante sob acusação de homicídio doloso (com intenção), acusado de aplicar o mata-leão no empresário.  

O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), contudo, concedeu uma liminar de habeas corpus e ele responde ao processo em liberdade.  

"Responsabilidade do bar não existe nenhuma. A polícia entendeu, o juiz entendeu, menos a imprensa e os amigos do rapaz na internet. O bar não é colocado como réu, não foi intimado a nada", declarou Coelho ao citar que o segurança seria terceirizado e estaria dentro da legalidade durante a prestação de serviço no estabelecimento.  

"Aconteceu um acidente, uma fatalidade. O segurança tentou imobilizar o rapaz e, infelizmente, ou por uma deficiência na técnica do golpe ou excesso de força, ocorreu a asfixia mecânica. Mas, em momento nenhum, ele teve intenção de matar ninguém. Todo mundo saiu prejudicado na história. Uma história em que só há vítimas", disse. 

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