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Cão Apache, famoso pelo Caso Joaquim, morre aos 8 anos em Ribeirão

Animal, que ajudou na investigação de crime de repercussão nacional, foi encontrado ferido em canil nesta sexta (9) e não resistiu; suspeita é que tenha sido atacado por outro cachorro

| ACidadeON/Ribeirao

O cão Apache tinha 8 anos e estava aposentado (Foto de arquivo: Matheus Urenha / A Cidade)
 

O cão Apache, conhecido por ajudar a polícia na investigação do caso Joaquim, morreu nesta sexta-feira (9), aos oito anos, em Ribeirão Preto.

Segundo o cabo PM Ataíde Andrade dos Santos, o animal, aposentado de suas funções na PM (Polícia Miliar) em 2018, foi encontrado ferido no canil particular do policial, no Jardim Independência, zona Norte da cidade. A suspeita é que outro cão, que também estava no espaço, tenha atacado Apache. O cachorro, da raça bloodhound, estava no canil com outros três cães havia um ano.

"A veterinária disse foi o rompimento de uma artéria do pescoço. É bem provável que tenha sido causado pela mordedura de outro cão. Do lado externo tinha um pequeno inchaço, mas o ferimento foi interno. Eles nunca brigaram, mas é animal e a gente nunca sabe o que poderá ocorrer", afirmou o policial, que ficou com Apache após o animal deixar de atuar pela PM.  


Herói

O cabo ressaltou que contribuição de Apache para a PM foi extremamente importante durante os sete anos e meio em que ajudou os policiais no trabalho operacional.

"Ele teve atuação de destaque nacional no caso Joaquim, em Ribeirão, na localização de um menino afogado em São Joaquim da Barra, e no encontro do corpo de um homem esquartejado e enterrado em Franca. Era especialista em faro de pessoas, cuja raça é eficiente nesse trabalho", destacou.  

Em 2013, o animal apontou que o menino Joaquim Ponte Marque, 3, e o padrasto Guilherme Raimo Longo, teriam feito o mesmo percurso da casa onde moravam até um córrego nas proximidades, na região Norte da cidade. O corpo da criança foi encontrado posteriormente no rio Pardo, em Barretos.

Manso

O cabo disse, ainda, que Apache, além de disciplinado, era muito dócil. Ele teve dois acasalamentos, que geraram 26 filhotes, dos quais 16 sobreviveram. 

"O que o ocorreu foi inesperado, pois a gente espera que eles vão embora velhinhos. Mas, aí, acontece esse incidente e é muito triste", declarou.

Apache foi enterrado na noite desta sexta, em uma área próxima ao canil no quartel da PM localizado na avenida Cavalheiro Paschoal Innecchi, no Jardim  Independência, zona Norte.  

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