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Remoção de Bambi terá até veterinária dos Estados Unidos

O TJ-SP autorizou a transferência da elefanta Bambi do zoológico de Ribeirão Preto para santuário no Mato Grosso

| ACidadeON/Ribeirao

Elefante Bambi no bosque de Ribeirão Preto, SP Foto: Marcelo Moraes / EPTV
 
A transferência da elefanta Bambi, que vive no Bosque Zoológico Fábio Barreto, em Ribeirão Preto, vai contar até com uma veterinária vinda dos Estados Unidos. Isso porque, o Brasil conta com poucos especialistas em elefantes, já que o animal não faz parte da fauna brasileira.  

Há dez dias o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) acatou um pedido de uma organização de defesa dos animais que permite a transferência do animal para o Santuário de Elefantes Brasil, na Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso.  

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Segundo o biólogo Daniel Moura, um dos diretores do santuário, o planejamento do transporte da elefanta pode demorar até um mês para ser concluído, após autorização da secretaria estadual do Meio Ambiente, que já foi solicitada.  

Daniel explica que o santuário já entrou em contato com o bosque de Ribeirão Preto para definir os detalhes da transferência. "O zoológico deve ter formalizado o pedido junto a secretaria, o santuário já se colocou a disposição, a partir do momento que o estado dá o aval, começamos a preparar a logística. Geralmente, leva um mês para preparar todos os detalhes", disse.  

De acordo com ele, a transferência de Bambi deve durar dois dias de viagem entre Ribeirão Preto e o santuário, contudo, os especialistas precisam vir com antecedência maior para a cidade para ajudarem na aclimatação do animal com a caixa de transporte. A adaptação da elefanta ao espaço pode durar de três a cinco dias.  

"Toda a alimentação dela passa ser nessa caixa de transporte, para ela poder se acostumar, com segurança, até o dia da transferência", explica Daniel. O contêiner em que Bambi deverá ser transportada pesa cinco toneladas, maior que o peso do animal, para que o caminhão consiga ter estabilidade.  

Dentro da caixa de transporte, o elefante não pode girar e nem se deitar. Porém, Daniel garante que é "bem confortável" para o animal. Além da veterinária que vem dos Estados Unidos, um biólogo, que será o próprio Daniel, e outras pessoas de uma equipe técnica, viajarão junto com Bambi em dois carros de apoio.  

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