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Fogo destruiu o equivalente a 10 mil campos de futebol na região

Ministério Público reforça a investigação em torno de incêndios criminosos e reforça penas criminais para os responsáveis

| ACidadeON/Ribeirao

Imagem ilustrativa (Foto: Amanda Rocha)
 

A alta de incêndios registrados em Ribeirão Preto e região, causados pelo tempo seco e intervenção humana, tem chamado cada vez mais a atenção das autoridades e reforçado as penalidades já existentes. Prova disso são os estudos divulgados por órgãos oficiais.  

Um levantamento feito pelo Gaema (Grupo de Atuações Especializadas em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo), com base nos dados coletados pela Polícia Ambiental, mostra que, entre os meses de maio e agosto deste ano, o fogo destruiu 12,9 mil hectares de cana, área de preservação ambiental e matas verdes.  

Essa quantidade é equivalente a 10 mil campos de futebol e corresponde às ocorrências de 29 cidades do entorno.  

Só neste final de semana, Miguelópolis, Serrana e São Joaquim da Barra tiveram alertas de incêndios graves e pararam as rodovias em determinados trechos. Os resquícios de fumaça e névoa branca puderam ser notados também na zona Sul de Ribeirão Preto.  

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Três esferas  

Além dos incêndios causados pelo tempo seco e baixa umidade relativa do ar, ambos alertados diariamente pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) em Ribeirão Preto, a incidência de chamas ateadas propositalmente também é registrada na cidade.  

Por isso, a promotora do Gaema, Cláudia Habbib, disse nesta segunda-feira (14) que o Ministério Público tem reforçado as investigações e vai responsabilizar os suspeitos nas três esferas cabíveis. Os culpados podem respondem administrativamente, civilmente e criminalmente.  

"Causar incêndios florestais é crime e pode gerar pena de 2 a 4 anos de prisão, com recuso cabível, mas estamos atuando firmemente para que os responsáveis sejam penalizados e parem de degradar o meio ambiente e a saúde pública", explicou.

"Essa queima de vegetação gera um prejuízo incalculável para as futuras gerações e para o ciclo comum também. Então, a população precisa passar a ter ações ambientalmente adequadas daqui para frente, para que esse situação não se agrave anualmente", completa a promotora. Com EPTV.

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