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ON Explica: por recomendação, 2020 não terá horário de verão

Estudo do Ministério de Minas e Energia concluiu que a mudança de hábitos da população não torna a medida mais viável; entenda os motivos

| ACidadeON/Ribeirao

Decisão foi tomada com base em um estudo do Ministério de Minas e Energias. (Foto: Divulgação)
 

Sempre atenta às dúvidas e críticas enviadas pelos internautas nas redes sociais, a equipe do ACidade ON Ribeirão Preto preparou nesta terça-feira (27) mais uma edição do ON Explica, mas, desta vez, sobre um tema nacional: o horário de verão brasileiro.  

E não, o País não adotará a medida de contenção elétrica, que consiste em atrasar os relógios de 10 Estados em uma hora, sempre entre os meses de outubro e fevereiro, pelo segundo ano consecutivo.  

O motivo, de acordo com uma nota técnica publicada em julho deste ano, é que o estudo elaborado em 2019 pelo Ministério de Minas e Energia foi revisto e prorrogado para 2020, com aprovação do presidente da República, Jair Bolsonaro (Sem Partido).  

O levantamento apresenta dados que corroboram com a extinção do horário e indicam que a economia de energia conquistada ao longo dos últimos 10 anos "já está perto da neutralidade, em razão das mudanças de hábito da população".  

Isso porque os picos de consumo, até então mais comuns às 18h, passaram a acontecer no período da tarde a elevação das temperaturas na maior parte do Brasil, principalmente no interior paulista, fez do ar-condicionado um item básico para muitas famílias.  

"Como a luz traz consigo o calor, o horário de verão também passou a produzir um efeito de aumento de consumo em determinados horários, que já superavam seus benefícios", explicou a nota.  

"Diante dos ganhos na otimização do uso dos recursos energéticos com a não adoção do horário de verão no ciclo 2019/2020, e na ausência de fatos novos que pudessem implicar a necessidade de avaliações adicionais às ora apresentadas, e também fundamentadas na Nota Técnica nº 4/2019/CGDE/DMSE/DMSE/SEE (SEI nº0263485), recomendamos que se mantenha a suspensão dessa política pública também para o ciclo 2020/2021", finaliza o Ministério.



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