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Cai número exames de retinopatia diabética em Ribeirão Preto

Em Ribeirão Preto, foram realizados mais de 33,7 mil exames de retinopatia diabética, no ano de 2020

| ACidadeON/Ribeirao

A retinopatia diabética acontece quando o excesso de glicose danifica vasos sanguíneos da retina (Foto: reprodução/Pixabay)
 
Em 2020, caiu 29% a quantidade de exames para detectar a perda de visão causada pela diabetes em Ribeirão Preto. O Conselho Brasileiro de Oftalmologia acredita que essa diminuição está relacionada com a pandemia do novo coronavírus (covid-19).  

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Entre janeiro e agosto deste ano, foram realizados 33.736 exames de biomicroscopia de fundo de olho, mapeamento de retina, retinografia colorida binocular e retinografia fluorescente binocular, que estão disponíveis no SUS (Sistema Único de Saúde).  

Número bem menor do que os 47.269 exames realizados no mesmo período em 2019. A queda nos números em Ribeirão Preto é similar ao movimento que aconteceu em média no Estado de São Paulo, e um pouco abaixo dos 36% identificados no País. Os números são do ministério da Saúde.  

A retinopatia diabética é uma complicação que acontece quando o excesso de glicose no sangue danifica os vasos sanguíneos dentro da retina. O Conselho Brasileiro de Oftalmologia alerta que a diminuição na quantidade de diagnósticos pode representar o aumento no número de pessoas com deficiência visual no futuro.  

"Num primeiro momento, os serviços de saúde suspenderam a realização dos procedimentos como medida de segurança. Depois, a população, por medo de contaminação pelo vírus, passou a evitar as consultas, mesmo com a retomada dos atendimentos. Os gestores não têm responsabilidade por esse cenário, mas recai sobre eles o desenvolvimento de estratégias para resolver o problema", avalia José Beniz Neto, presidente do conselho.  

Complicação
 
De acordo com o conselho de oftalmologia, a retinopatia diabética depende de sua detecção precoce para reduzir as chances de comprometimento parcial ou total da visão. Ela acomete pacientes com diabetes dos tipos 1 e 2.  

De cada três pessoas com diabetes, uma tem algum grau de retinopatia. Do total dos casos, 20% podem desenvolver a forma mais grave, que leva à cegueira.


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