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Epidemia da desinformação é maior que a da covid, diz Butantan

Diretor do Instituto diz que onda de fake News em torno da vacina vai contra os esforços para conter o novo coronavírus

| ACidadeON/Ribeirao

Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan (Foto: Agif/Folhapress)
 

Em entrevista concedida nesta segunda-feira (11) ao jornal da EPTV, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, comparou a onda de especulações e as fake news criadas em torno da vacina desenvolvida para combater o novo coronavírus com a pandemia iniciada há quase um ano. 

Para ele, a gravidade desses comentários é tão grande - ou até maior - que a disseminação do próprio vírus, responsável pela morte de mais de 200 mil pessoas em todo o Brasil. Em Ribeirão Preto, quase 1 mil vidas foram perdidas neste mesmo período.

"É a primeira vez que testemunho um movimento anti-vacina tão grande, e isso é resultado da desinformação [propagada principalmente nas redes sociais]. Mas, garanto: a vacina vem apenas para ajudar. É o início da solução para conter a covid-19 no nosso País", explica.  

Apesar disso, todos os cuidados ainda são necessários. O estudioso reforça que o plano de imunização desenvolvido pelo Estado de São Paulo, divulgado pelo governador João Doria (PSDB) na última sexta-feira (8), depende também do apoio da população.  

Isso inclui a continuidade dos protocolos sanitários, cuidados higiênicos e, principalmente, apoio à ciência nacional.  

"Nós esperamos uma diminuição do número de casos no segundo semestre. Ou seja, que a epidemia perca força, mas isso acontecerá à longo prazo. Por isso reforçamos que a vacinação é importante, sim, porém, o mais importante mesmo são as medidas de controle", completa Covas. 

O uso de máscara, álcool gel e cumprimento do distanciamento social permanecem no topo da lista de indicações das principais agências de Saúde. As mesmas deverão ser mantidas após a aplicação das doses imunizantes - sejam elas de qual laboratório ou origem de fabricação for.  

O Instituto Butantan é responsável pela produção da Coronavac, em parceria com o laboratório chinês Sinovac, e já tem milhões de doses prontas para distribuição pelo SUS (Sistema Único de Saúde). O início da dosagem, no entanto, depende da aprovação da Anvisa.  

Caso seja liberada, a Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto seguirá um calendário específico de distribuição. Confira as datas e público alvo aqui.  

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