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Laudo aponta problemas em gruta que desabou em Altinópolis

O relatório assinado por membros da Defesa Civil, geólogos e especialistas também traz recomendações para evitar novos acidentes no local

| ACidadeON/Ribeirao -

 

Equipe faz vistoria na gruta Duas Bocas - Foto: Divulgação/bombeiros

Um laudo assinado por membros da Defesa Civil, especialistas e geólogos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e do Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA) aponta que há risco de novos desmoronamentos na gruta Duas Bocas, em Altinópolis.

Durante a vistoria, os profissionais detectaram fissuras nas pedras da caverna, manchas de umidades e planos de descontinuidade que favorecem a queda de blocos por desplacamento.  No fim do relatório, eles ainda fazem uma série de recomendações para evitar novos acidentes no local - veja abaixo:  

- Realização de estudos geológico-geotécnico com análise estrutural do maciço rochoso, de suas descontinuidades, visando a estabilidade das paredes e dos tetos da gruta, identificando-se os blocos em balanço e zonas de blocos instáveis por escorregamento e/ou desplacamento e/ou outros mecanismos a serem identificados;
-Interdição temporária para acesso a visitantes até que sejam realizados os estudos apontados e, conforme os resultados obtidos, a retomada das atividades pautada em protocolos de segurança e/ou na execução de intervenções estruturais;
-Determinar a cronologia do acidente, a partir da coleta de informações e imagens das equipes que frequentam o local e também dos sobreviventes;
-Realização de monitoramento constante e sistemático na Gruta das Duas Bocas, e demais grutas na região, principalmente nos períodos chuvosos intensos, com o objetivo de identificar possíveis novas áreas instáveis.

Investigação

O acidente que matou nove bombeiros civis foi no domingo, 31, durante um treinamento na gruta Duas Bocas que fica em uma propriedade particular.  

Segundo o delegado Rodrigo Salvino Patto, que investiga o caso, os indícios apontam para um fato extraordinário devido a uma ação da natureza.     

Em depoimento à Polícia, o responsável da escola, Sebastião Abreu, disse que a parte estrutural da caverna não foi alterada pela equipe e que houve vistoria antes.

A Polícia aguarda a conclusão do laudo do Núcleo do Instituto de Criminalística (IC) de Ribeirão Preto para saber o que de fato provocou a queda do teto da gruta. 
 

Entrada da Gruta - Foto: Murilo Badessa/EPTV)




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