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Idoso morre em ambulância à espera de leito em Ribeirão, diz família

Paciente de 62 anos, morador de Cravinhos, foi encaminhado para a Santa Casa de Ribeirão depois de apresentar um quadro de urgência dialítica

| ACidadeON/Ribeirao -


Sergio Sadaiti Okamoto, 62 anos - Foto: Divulgação

Um idoso de 62 anos morreu na tarde desta segunda-feira (3) dentro de uma ambulância no Hospital Santa Casa de Ribeirão Preto. A família prestou queixa na Central de Polícia Judiciária (CPJ), no Centro da cidade, alegando que o paciente ficou à espera de um leito na unidade por, pelo menos, duas horas. 

Segundo informações do boletim de ocorrência (B.O), Sérgio Sadaiti Okamoto estava internado na Santa Casa de Cravinhos, sua cidade de origem e foi diagnosticado com pneumonia e pulmão com líquido. Ele era diabético e fazia hemodiálise para suprir a falta dos pulmões. 

Com o agravamento do quadro clínico, o paciente precisou ser transferido para a Santa Casa de Ribeirão na tarde desta segunda, mas acabou não resistindo. O caso será investigado na Polícia Civil como omissão de socorro. 

Outro lado  

Em nota, a Santa Casa de Ribeirão Preto disse que o o paciente foi encaminhado via regulação estadual da Santa Casa de Cravinhos, em vaga zero, com quadro de urgência dialítica. 

Segundo o hospital ele chegou de ambulância assistido por médico responsável pelo transporte, e devido a gravidade, evoluiu com parada cardiorrespiratória, dentro da própria ambulância, durante a chegada ao hospital, impossibilitando o deslocamento do mesmo para dentro da unidade, naquele momento. 

Devido a instabilidade hemodinâmica, o médico do transporte continuou dando a assistência na ambulância, sendo auxiliado pelos médicos da sala de emergência do hospital, que ofereceram todo o suporte necessário naquele momento e condições, mas infelizmente o paciente evoluiu a óbito.   

Já a Secretaria Estadual da Saúde, informou que a Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde (CROSS) somente auxiliou na regulação do paciente S.S.O. para a Santa Casa de Ribeirão Preto.  

Afirmou ainda que a transferência de um paciente não depende exclusivamente de disponibilidade de vagas, mas também de quadro clínico estável que permita o deslocamento a outro serviço de saúde para sua própria segurança.  

Por fim, explica que a Cross é apenas um serviço intermediário entre os serviços de origem e de referência, e funciona 24 horas por dia. Seu papel não é criar leitos, mas auxiliar na identificação de uma vaga no hospital mais próximo e apto a cuidar do caso. (Com EPTV)   

Santa Casa de Ribeirão Preto (Foto: Marcius Ariel/CBN Ribeirão)

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