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Conheça as mães que lutam pelos direitos LGBTQIA+ em Ribeirão

Coletivo reúne famílias de pessoas LGBTQIA+ e sustenta rede de apoio em Ribeirão Preto; 'Esperança de uma sociedade melhor', diz coordenadora

| ACidadeON/Ribeirao -

Lucimara e o filho Leonardo (Imagem: Arquivo pessoal)
"Como toda mãe, a gente se preocupa, só que em dobro, porque nossos filhos são agredidos simplesmente pelo fato de serem quem são". A frase de Lucimara Veronez, coordenadora da ONG Mães pela Diversidade em Ribeirão Preto, corrobora o fato de o Brasil ser o país que mais mata pessoas LGBTQIA+ no mundo, segundo estudo realizado em 2021 pelo Grupo Gay da Bahia.  
 
O coletivo tem uma rede de apoio espalhada pelo Brasil, reunindo mães e pais de pessoas que fazem parte da comunidade. O objetivo é promover troca de informações e lutar pelas garantias dos direitos da população, conforme explica Lucimara em reportagem especial para o Dia das Mães, neste domingo (8). 
 
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"A união de pais e mães forma uma força que impressiona! Basta uma mensagem no celular e todos se juntam para ajudar quem está precisando, seja para indicação de alguma legislação ou consolo afetivo", afirmou.

A pedagoga tem 43 anos e está no grupo desde 2018. Há dois anos, o filho dela, Leonardo Gabarra, 19, se tornou um dos primeiros homens gays a doar sangue no município, o que foi noticiado pelo acidade on.

Ela conta que se sentiu sozinha ao descobrir a orientação sexual do filho, mas o sentimento foi transformado em ternura após ser acolhida pelo grupo.

"Por coincidência, o grupo Mães pela Diversidade estava passando na TV e iria ter uma reunião em São Paulo. Fui para lá e fiquei maravilhada. A rede nos enche de esperança e faz a gente acreditar que está contribuindo com uma sociedade melhor para nossos filhos", contou.

Além da troca de informações, o projeto também promove eventos e realiza encaminhamentos médico e psicológico. Os encontros acontecem mensalmente pela internet.

Amor incondicional

A manicure Ariane Rodrigues, 42, participa do grupo desde 2019. Ela é mãe de Madison Rodrigues Alcântara, uma jovem trans de 17 anos.

"O grupo é uma fonte de apoio muito grande, onde a gente conhece nossos direitos, se informa como agir em casos como mudança de nome. A gente vê diversas histórias, repletas de amor, e percebe que não estamos sozinhas", disse Ariane.

Madison, que completará 18 anos no próximo dia 13, recentemente iniciou curso de psicologia, orgulhando ainda mais a mãe. "Se eu percebo alguma coisa ou outra, eu encaro, porque é minha filha. Eu gerei e eu criei. Aqui não falta amor!", concluiu.   
 
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A jovem Madison com a mãe Ariane e o padrasto César (Imagem: Divulgação / Arquivo pessoal)

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