Aguarde...

ACidadeON Ribeirão Preto

Ribeirão Preto
mín. 20ºC máx. 36ºC

cotidiano

Casa da Ciência do Hemocentro promove encontros entre alunos e pesquisadores

Alundos de mestrado e doutorado da USP expõem aos estudantes pesquisas que são desenvolvidas

| Jornal A Cidade

F. L. Piton
Marisa Ramos Barbieri, coordenadora do programa, conta com o auxílio de jovens pesquisadores para divulgar conhecimento (Foto: F. L. Piton/ A Cidade)

A clássica pergunta “O que você vai ser quando crescer?” acompanha as crianças durante toda a sua infância. Os adolescentes também não ficam de fora. Tem sempre um tio querendo saber qual carreira o jovem vai seguir na vida adulta.

Pois, se você está em dúvida, o programa Adote um Cientista, da Casa da Ciência do Hemocentro de Ribeirão Preto, pode lhe ajudar a acabar com essa agonia. O programa promove encontros semanais entre alunos e professores da rede básica de ensino e pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) para aprimorar a cultura científica nas escolas, despertando o interesse dos alunos na área de ciências por meio de discussões, realização de pequenos experimentos e pesquisas de campo.

Todas as quintas-feiras, entre 14h30 e 17h, os alunos de mestrado e doutorado da universidade expõem aos estudantes as linhas de pesquisa que desenvolvem na instituição. “É muito bom para os pós-graduandos, porque eles aprendem a dar aula e para os alunos também, pois eles recebem uma saraivada de conceitos e isso aflora o desejo de aprender”, afirma a professora Marisa Ramos Barbieri, coordenadora do Adote um Cientista.

A farmacêutica Daianne Maciely Alves de Carvalho, 25 anos, é uma das pesquisadoras que participa do programa. Ela, que já foi um pequeno cientista um dia, conta que costuma ensinar a biologia da célula aos alunos. “Você tem que transmitir o conteúdo de uma maneira que as crianças entendam, então uso vídeos com animações, ilustrações e jogos interativos”, relata.

O resultado, segundo ela, é muito satisfatório. “Eles têm a oportunidade de ver células no microscópio e isso de ‘colocar a mão na massa’ deixa todo mundo animado”, diz.

Depois de frequentar as aulas do programa em 2001, o agora biólogo Lucas Eduardo Botelho de Souza, 27 anos, também se tornou voluntário do Adote um Cientista. Entre os temas abordados por ele em suas palestras estão DNA, células-tronco e fossilização.

De acordo com Eduardo, o programa o influenciou na escolha da faculdade que iria cursar. “Quando eu fui aluno, tive que criar um formicário [aquário de formigas]. Saíamos na terra para cavar...”, lembra entusiasmado. “É um desperdício não mostrar para as crianças esse caminho que elas podem trilhar”, destaca.

Mais de 2 mil alunos já foram beneficiados
Em 11 anos, o Adote um Cientista já recebeu mais de 2 mil alunos de escolas públicas e particulares de Ribeirão Preto e região. Apenas em 2014 foram 235 estudantes de 28 instituições de ensino.

“Em uma sala de aula regular, o professor não consegue ensinar e orientar os cerca de 40 alunos. Aqui a gente faz isso”, ressalta Marisa.

A professora explica que, primeiro, os alunos assistem a uma palestra de 45 minutos. Depois, eles são incentivados a tirar suas dúvidas sobre os assuntos tratados e, em seguida, são divididos em grupos temáticos para realizar uma atividade. Ao final do semestre, os cientistas mirins apresentam um trabalho.

A estudante de administração Luciana Souza da Silva, 18 anos, ainda não faz pós-graduação, mas já atua no programa como estagiária. “Desde que me inscrevi como aluna, em 2010, mudei minha postura. Eu era quietinha e agora sou mais participativa. Fiquei mais curiosa”, comenta.

O programa é gratuito e voltado para alunos com mais de 12 anos. Para mais informações, o telefone para contato é 2101-9308.

Mais do ACidade ON