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Começa o julgamento do caso Nicole em Ribeirão Preto

Pablo Rocha é acusado de arrastar garota de programa pela avenida Caramuru há 17 anos

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F.L.Piton / A Cidade
Pablo (2º a partir da esq.) chegou na manhã desta quarta-feira para o julgamento; clique na imagem para abrir galeria (Foto: F.L.Piton / A Cidade)

 

O júri popular do empresário Pablo Russel Rocha, acusado de matar a garota de programa Selma Heloísa Artigas da Silva, conhecida como Nicole, no dia 11 de setembro de 1998, começou por volta das 10h15 desta quarta-feira (29), no Fórum de Ribeirão Preto.

VEJA FOTOS DA CHEGADA DE PABLO AO FÓRUM

O acusado chegou às 9h35 e entrou pela porta dos fundos do Fórum, junto ao advogado.

Já a mãe e a irmã da vítima chegaram uma mais cedo e também entraram pela porta dos fundos com os advogados.

O movimento no Fórum era grande no início da manhã e uma fila se formou na retirada de senhas para acompanhar o júri.

O caso

Nicole, que estava grávida, foi arrastada por mais de dois quilômetros na avenida Caramuru. O Ministério Público acredita que, após uma discussão, o empresário prendeu a garota de programa ao cinto de segurança de sua Pajero e a arrastou intencionalmente.

Já a defesa diz que tudo não passou de um acidente: Nicole teria ficado presa no cinto ao descer do veículo e Pablo não teria percebido que estava arrastando a mulher.

O empresário foi denunciado por homicídio triplamente qualificado – por motivo fútil, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificulte ou torne impossível a defesa da vítima – e chegou a ficar 2 anos e 3 meses preso, mas, atualmente, responde ao processo em liberdade.

Adiamentos

Inicialmente, o julgamento ocorreria no dia 17 de maio de 2012. No entanto, o advogado de Pablo, Sergei Cobra Arbex, alegou que seu cliente estava sendo constrangido pelo juiz Luís Augusto Freire Teotônio, da 1ª Vara do Júri e das Execuções Criminais de Ribeirão, e o tribunal do júri acabou sendo remarcado para o dia 23 de agosto.

Posteriormente, o júri popular foi suspenso por decisão do ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), e o juiz Teotônio foi afastado do caso. "O Pablo sofreu perseguição. Demorou tanto tempo para ele ser julgado por conta dos erros do juiz", defende Arbex. "Estamos confiantes, porque estamos do lado da verdade. Foi um acidente muito trágico, mas foi um acidente", acrescenta o advogado.

Para o promotor de justiça criminal José Vicente Pinto Ferreira, a demora de 17 anos no julgamento é resultado de manobras da defesa. "Foram recursos atrás de recursos. Mas estou convencido de que ele a matou. Foi proposital", garante.

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