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Estudantes reinauguram o Instituto Tio João

Parceria com a USP recupera instituição de Ribeirão Preto depois de sete anos promover atividades para a população

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F.L. Piton / A Cidade
Reinauguração doespaço contou com festa, pipoca e muita gente; confira galeria de fotos (Foto: F.L. Piton / A Cidade)

 

Com pipoca, algodão doce e muita música, o Instituto Tio João, localizado na Vila Elisa, zona Norte de Ribeirão Preto, foi reinaugurado neste sábado (30) – de nome e cara nova. O espaço, que acolhe crianças e jovens carentes para atividades extracurriculares, conta agora com a parceria de estudantes da FEA-RP/USP.

Antes disso, a instituição havia passado por um período de 7 anos sem oferecer atividades à população – e o motivo disso, segundo Júlio Pires, presidente da casa, foi financeiro. “Nós sempre realizamos um trabalho independente, vindo de doações. Mas chegou um período que não tínhamos mais de onde tirar dinheiro”, explica o rapaz, filho do fundador do projeto (criado nos anos 1980) e que se diz satisfeito em retomar as atividades.

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Assim como Crislaine Santos, 21 anos e mãe de uma das quase 70 crianças que frequentam as aulas do instituto. “Além dessa filha, tenho outros dois mais novos. Por isso, a coloquei na aula de luta: assim, ela fica longe da rua”, afirma. A amiga Micaela Ferreira, que também tem filho no projeto, completa: “É bom pra nós e para as crianças. Eles adoram vir pra cá”.

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O Instituto Tio João funciona em tempo integral e oferece atividades físicas como lutas, informática, futebol, ioga, educação ambiental e reforços pedagógicos. (Colaboração: Júlia Fernandes)

Primeira de muitas ações

Gabriel Elias, estudante do 4º ano de economia empresarial na USP de Ribeirão Preto, é um dos integrantes da entidade estudantil Enactus, que há mais de um ano auxilia na revitalização do espaço.

Para ele, que diz ter participado de pesquisas em grupo antes de encontrar a instituição ideal para apoiar, o intuito é humanizar as crianças da periferia. “É nosso primeiro grande projeto, nos orgulhamos muito, mas temos planos maiores: uma cozinha industrial, plano pedagógico consistente, mais crianças e até uma programação de extensão aos pais e moradores da comunidade”, conclui.

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