Umidade está tão baixa que o medidor da Unicamp quebrou

Cepagri registrou 7,8% na tarde desta quarta-feira, mas foi um alarme falso

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Luciano Claudino
Fim de tarde na Lagoa do Taquaral: recomendação é evitar atividades físicas antes das 16h

Campinas foi surpreendida com a informação de que a umidade relativa do ar chegou a 7,8% na tarde desta quarta-feira (13), o que seria o índice mais baixo já registrado na hisória do Cepagri, da Unicamp (que tem dados desde 1988).

Mas, provavelmente, trata-se de um alarme falso. Segundo o pesquisador Jurandir Zullo Junior, o sensor do aparelho que mede a umidade do ar deve ter quebrado. "Infelizmente, a sensibilidade do aparelho cai quando a umidade fica menor. Como estamos há vários dias com a umidade muito baixa, ele deve ter desregulado", afirmou.

Segundo ele, no momento em que o equipamento registrou os 7,8%, uma medição foi feita com um outro termômetro, analógico, que apontou 17%. "Este equipamento é mais confiável. A gente só não o utiliza porque não temos pessoal para manipulá-lo o dia todo. Então, usamos os sensores eletrônicos, que também são bons, mas têm esse problema (da sensibilidade)", disse Zullo.

Segundo ele, o aparelho passou por manutenção em junho e em agosto deste ano, quando foi feita a troca dos sensores. Uma nova "reforma" deve ser realizada ainda esta semana.

Segundo a Defesa Civil estadual, a região sofre a influência de um bloqueio atmosférico, que impede a chegada de frentes frias e a formação de chuvas. A previsão é que o tempo só melhore a partir do dia 25 de setembro.

O calor também tem sido forte em Campinas nos últimos dias. Nesta terça-feira (12), foram registrados 33,4ºC pelo Cepagri, a maior temperatura do inverno e uma das maiores do ano.

RECORDE

Na última sexta-feira (8), a medição do Cepagri apontou 11,6% na umidade do ar de Campinas. Mesmo que não tenha chegado a 7,8%, os registros seguidos de baixa umidade reforçam a necessidade de cuidados com a saúde.

Quando o índice fica abaixo de 12%, a Defesa Civil recomenda a interrupção de qualquer atividade ao ar livre entre 10h e 16h, inclusive aulas de educação física e entrega de correspondência, entre outras.

A orientação abrange ainda, no mesmo período, a suspensão de atividades que exijam aglomerações de pessoas em recintos fechados como aulas e cinemas. É recomendado, ainda, que durante as tardes sejam mantidos umedecidos os ambientes internos, principalmente quartos de crianças e hospitais.


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