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Guilherme Longo e Natália Ponte vão a júri popular

Sentença de pronúncia foi divulgada nesta quinta-feira (14) e expedida pela 2ª Vara do Júri

| ACidadeON/Ribeirao

Weber Sian e Milena Aurea / A Cidade
Natália Ponte e Guilherme Longo, mãe e padrasto de Joaquim, serão julgados por júri popular (Foto: Weber Sian e Milena Aurea / A Cidade)

 

ATUALIZADA ÀS 19H01

A Justiça de Ribeirão Preto determinou que Guilherme Longo e Natália Ponte, padrasto e mãe de Joaquim Ponte Marques, sejam julgados por júri popular.

Alexandre Durante, advogado de Arthur Paes Marques, pai de Joaquim, afirma que a sentença de pronúncia foi divulgada nesta quinta-feira (14) e expedida pela 2ª Vara do Júri. "Ambos serão julgados por homicídio triplamente qualificado. Enquanto ela teve o agravante do crime praticado contra o descendente, ele teve o acréscimo do crime de ocultação de cadáver", explica.

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A data do julgamento ainda não foi marcada, porém a decisão é importante para a família de Arthur. "Essa é uma situação que traz uma certa expectativa para que o crime possa ser julgado exatamente como aconteceu, com todas as provas sendo julgadas do jeito que ocorreu".

Joaquim, de 3 anos, desapareceu de casa, no Jardim Independência, no dia 5 de novembro de 2013. Seu corpo apareceu cinco dias depois, no Rio Pardo, em Barretos (127 km de Ribeirão Preto).

Outro lado

Segundo o advogado de defesa do Guilherme Longo, Antonio Carlos de Oliveira, ele não está na cidade e ainda não tomou conhecimento da decisão, mas caso o Guilherme tenha sido pronunciado, ou seja, enviado a júri popular, a defesa vai recorrer ao Tribunal de Justiça, pois entende que não tinha e não tem os requisitos para que o mesmo vá a júri popular. Desta forma, a defesa irá protocolar um recurso em sentido estrito para que o tribunal possa modificar ou reformar a decisão da juíza, proferida nesta fase do processo.

Já o advogado de defesa de Natália, Natan Castelo Branco, diz que ele vai recorrer da decisão, pois a sentença não apresenta motivação suficiente para júri popular.

Relembre o caso 
Joaquim Ponte Marques, então com 3 anos, desapareceu da casa onde morava com a mãe, Natália Ponte, e o padrasto, Guilherme no dia 15 de novembro de 2013. Cinco dias depois, o corpo dele foi achado no rio Pardo, em Barretos. De acordo com as investigações, a padrasto teria injetado doses excessivas de insulina no menino e depois atirado o corpo no córrego.

O técnico de informática acusado de matar o enteado teve um passaporte falso emitido em 27 de dezembro do ano passado em Santana do Livramento (RS).

Segundo as investigações, ele conseguiu o documento porque teria utilizado a certidão de nascimento de um primo, Gustavo Triani. Os dados nos documentos são do primo, mas a foto é de Guilherme. Triani nega que tenha fornecido qualquer documento a Longo.

Longo teria fugido de São Paulo para Montevidéu, via terrestre. Em posse do passaporte falso, chegou à França e tentou se alistar à Legião Estrangeira Francesa, mas desistiu.

Em Barcelona, o produtor do “Fantástico” Guilherme Siqueira conseguiu o contato de Longo e marcou uma entrevista de emprego pelo WhatsApp em 25 de abril. O nome de Longo entrou para a lista de difusão vermelha da Interpol e em 27 de abril ele foi preso pela polícia espanhola.

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