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Você conhece os riscos dos seus investimentos?

Levando em conta o momento atual, podemos citar a queda da bolsa e dos ativos de renda fixa, que apesar de ter fixa no nome, variam muito também

| ACidadeON/Ribeirao

Eliseu Hernandez D'Oliveira, assessor de investimento da Blue Trade (Foto: Weber Sian / ACidade ON
 
Risco. Afinal, o que é risco? Em finanças, o risco está associado às incertezas que provocam uma variação nos retornos dos ativos financeiros. Logo, conhecer os riscos do objeto do investimento é de suma importância. 

Se não conhecemos os riscos, estamos agindo de maneira imprudente. Não ter conhecimento das variáveis que podem impactar de fato nosso investimento nos torna vulneráveis a decisões impulsivas e mal fundamentadas.  

Existem dois conceitos básicos, mas muito importantes: o risco diversificável e o não diversificável. 


Risco não diversificável  

Quando nos referimos ao risco não diversificável, ou risco sistemático, estamos nos referindo a um risco que afeta a maioria dos ativos de uma economia. Portanto, ele não está associado a um ativo ou setor específico, mas sim à economia como um todo. 

Obviamente, alguns ativos são mais afetados do que outros. Levando em conta o momento atual, podemos citar a queda da bolsa e dos ativos de renda fixa, que apesar de ter fixa no nome, variam muito também. Então mesmo que você estivesse muito diversificado em várias ações, vários fundos multimercados e vários títulos de renda fixa, seus investimentos, como um todo, foram bastante impactados. 
 

Risco diversificável  

Quando falamos de Risco Diversificável, ou não sistemático, estamos nos referindo àquele que é diretamente associado a um setor ou ativo específico. Se sua carteira de investimentos é composta por apenas um ativo ou setor, você estará 100% exposto a seus riscos. 

Não é vantajoso, pois caso ocorra alguma mudança que afete diretamente aquele setor negativamente, ou algum escândalo envolvendo aquela única empresa em carteira, prejuízos significativos podem surgir.  

Um exemplo é o setor aéreo e de turismo nesse momento da pandemia. Várias ações já recuperam seus preços pré-crise, mas esses setores ainda não (claro, as aeronaves estão no chão). Caso você só tivesse ações da Azul, por exemplo, seus investimentos teriam sofrido um impacto de -60%. 

Por sorte, esse risco é mitigável através da diversificação (por isso risco diversificável). A exposição a diversos setores vai segurar a queda em momentos ruins, mas ao mesmo tempo permitirá que participe dos ganhos nos bons momentos. Quanto mais diversificada uma carteira, mais próximo o risco do seu portfólio será do risco sistemático. A soma dos dois é o que chamamos de risco total. 

Saber identificar os riscos associados a seus investimentos é crucial para obter bons resultados no longo prazo. Conhecer os riscos inerentes a seus ativos pode melhorar sua compreensão sobre aquilo que realmente os afeta diretamente, e se algum movimento do mercado, como um todo, reflete de maneira correta na precificação daquele ativo. 

Isso pode impedi-lo de realizar prejuízos em meio a pressões vendedoras irracionais, além de auxiliar na identificação de bons ativos, mas que foram afetados negativamente de forma injustificável pelo mercado. 

*Co-autoria: Lucas Hazan

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