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Não importa se você se aglomerou ou passou um Natal diferente

O ano de 2021 será ainda de muita luta e, para vencê-la, o trabalho deverá ser coletivo

| ACidadeON/Ribeirao

 

Rodrigo Stabeli, pesquisador Titular da Fiocruz, professor de Medicina da UFSCARe consultor da OPAS/OMS
Como passaram o Natal, nobres leitores? Espero que bem e seguindo as recomendações que fizemos ao longo de todo esse tempo. Mas se você não conseguiu fazê-las, espero com fé que não adoeças.
Li por aí que o primeiro Natal foi assim, solitário! Apenas a mãe, o pai, a criança que acabara de nascer, alguns animais, pastores e os reis magos. Com fé, o Natal se transformou, sendo a festa mais importante da espiritualidade cristã. Fé, esperança e renovação da solidariedade. Jesus foi exemplo de revolucionário. Ele mesmo acolheu os doentes, os moribundos, as prostitutas. Destruiu o comércio ilegal nos templos. Deu comida para quem tinha fome. Repartir, de quem tem muito para quem não tem nada, compaixão e amor não são atos comunistas, esquerdistas. São atos humanitários, ensinados na Bíblia, lida por muitos hipócritas. "Então ele ergueu seus olhos para o céu e disse: "Pai, perdoa-lhes, pois eles não sabem o que fazem" (Lucas 23.34)  

Se você ainda não entendeu o que estamos passando em 2020, não tem problema. Terá o ano de 2021 para refletir bem as consequências de seus atos. E os meus também. Será que você é capaz?
Para sair de uma pandemia é necessário ato coletivo. Um deles é acreditar na ciência. Na ciência que está diuturnamente trabalhando para salvar vidas, entender o vírus, as desigualdades e tentar, com tudo isso, trazer soluções. 

Para isso, deixo aqui um poema de final de ano como presente para todos vocês. Que em 2021, possamos sonhar mais, respirar mais amor do que rancor, mais política pública do que politicagem.
Conto com você para vencer essa batalha que começou em 2020 para todos nós brasileiros.



O POETA E O CIENTISTA

Nobre poeta o que fazes?

Sonho,
Sonho tanto que escrevo Me deleito


E tu cientista, o que fazes?

Penso,
Penso tanto que escrevo No meu deleito,
O que escrevo me orienta


Escreves o que pensa Escrevo o que sonho! Daí me oriento

Engano teu nobre poeta Também escrevo o que sonho Quase sempre me deleito Sempre me oriento

No meu sonhar transcrevo Transcendo e crio
Crio tanto que não devo, me iludo e acredito E busco no que acredito a essência
De se fazer ciência.

Ah! Nobre cientista
No meu sonhar transcrevo
Até no travesseiro Transcendo e amo
Amo tanto que crio, me iludo e acredito E busco no que acredito a paranoia 
De deixar nos meus versos
Alguma história

Ah! Nobre poeta Até no sonho penso
E sempre com algum senso

Trabalho no que escrevo
E quando chego no que desejo Amo tanto que acredito
E busco no que acredito a paranoia De deixar nos meus escritos
A história
 
 


A histÓria do fato que acredito...

Arte e ciÊncia
No final, mesma essÊncia E nÃo 
É imprudÊncia Saber que para escrever
É preciso deixar o sonho florescer

Do poeta o sonho que faz perceber 
Que as palavras, da prosa ao verso 
Conta a estÓria que fica para a história 

Do cientista o sonho que faz
Mudar o conto da verdade transitÓria 
Que sempre faz
A história




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