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cotidiano

A importância do feedback nos relacionamentos da vida

O caso é tão sério que todos sabem o que você pensa daquele colaborador da empresa, com o qual você se desentendeu, menos ele

| ACidadeON/Ribeirao -

Luiz Puntel (Foto: Arquivo acidade on)
 
TEORIA DO BALDE FURADO

Nem é preciso dizer que um balde furado é imprestável, certo? E se piorarmos um pouco mais este balde, mostrando que não é um furo só, mas vários? Agora, que tal relacionarmos o balde furado com a necessidade que empresas, escolas, clubes de serviços, ou qualquer outro coletivo humano tem em dar e receber feedback? 

Como assim? A relação metafórica é possível. Basta pensarmos que temos um balde imaginário e nele colocamos todos os feedbacks que recebemos de pessoas com as quais convivemos. Em contrapartida, as pessoas que se relacionam conosco, também têm seus baldes preenchidos com as doses de nossos feedbacks. 

E onde está o furo do balde, Puntel? Sei que vocês estão se perguntando aonde quero chegar. Sempre furamos os nossos ou os baldes de colegas, colaboradores, amigos, parentes, fornecedores; enfim, pessoas do nosso relacionamento quando não damos feedback, ou, pior que isso, só damos feedback negativo, pessimista, tipo tóxico.

Isso é mais comum do que imaginamos. Basta ver como tratamos e como somos tratados na empresa, no nosso círculo de amigos, nos nossos relacionamentos em todos os âmbitos sociais, seja religioso, profissional, educacional ou da nossa rodinha da turma do churrasco. 

E o caso é tão sério que todos sabem o que você pensa daquele colaborador da empresa, com o qual você se desentendeu, menos ele. Seu pai preferiu seu irmão na venda de uma transação imobiliária? E você, em vez de dar o feedback a respeito, preferiu contar para as amigas do porquê da sua mágoa? Você perdeu a oportunidade de resolver a questão, mesmo porque ele está certo de que você entendeu que havia sido compensado de outra forma. A sua professora nem percebeu que você queria falar com ela, e você acha que ela tirou na tua cara? Todos estão sabendo, menos ela? 

Taí o início de grandes furos no balde dos relacionamentos, mágoas que vigoram por toda uma vida. E muitas delas só serão revistas, muitas vezes, no término da vida, com um pedido de desculpas rápido no leito de morte.
 
Para taparmos os furos de nossos baldes de relacionamento, temos que deixar de lado a furadeira da crítica destrutiva, das frases poluídas do rancor e da incompreensão ou até mesmo da agressividade passiva, aquela com que, sorrindo calmamente, agredimos nosso próximo. Em seu lugar, devemos empunhar a metafórica solução de cola instantânea da compreensão e pedaços de napa, ou couro do acolhimento para vedarmos os buracos feitos pela nossa agressiva impulsividade. Bora lá?

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