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Médico de Ribeirão diz que é preciso ter calma com remédio

João Paulo Dias de Souza, membro de comitê da OMS e chefe do Departamento de Medicina Social da USP, diz que resultados com a cloroquina ainda são limitados

| ACidadeON/Ribeirao

O médico João Paulo Dias de Souza (Foto: Reprodução / EPTV)
 

O médico João Paulo Dias de Souza, chefe do Departamento de Medicina Social da USP de Ribeirão Preto, único representante da OMS (Organização Mundial da Saúde), responsável no Brasil pelo manejo de infecções graves do novo coronavírus, disse que é preciso ter calma no uso de medicamentos para doenças como a malária e a reumatismo no tratamento da covid-19.  

"Existem alguns estudos preliminares que sugerem algum benefício da cloroquina, que é uma medicação para a malária e algumas formas de artrite reumatoide. Estamos vendo sair os primeiros resultados muito limitados com pequeno número de pessoas. Muitas vezes, vão vir resultados animadores. Quando a gente faz um estudo um pouco maior, percebe-se que pode não funcionar ou os efeitos colaterais muitas vezes são significativos. Então, nessa fase é importante ter calma, que nós vamos processando essas informações e, assim que tiver uma evidência, de que seja cloroquina ou um antiviral, essa medicação será confirmada e recomendada pela OMS e o Ministério da Saúde", afirmou o profissional, durante entrevista ao telejornal EPTV 1. 

Ele também lembrou que no caso da cloroquina, foi verificada uma corrida às farmácias para garantir o medicamento, depois que começaram a surgir a as primeiras informações sobre o uso da substância em testes. 

"Ontem e anteontem acabou a o medicamento na cidade. Então, quem realmente precisa, ficou sem a medicação", disse.  

"A maior parte das pessoas que vai passar por essa infecção [covid-19] terá quadro leve ou mesmo assintomático. Uma parte, felizmente, a menor, vai precisar de algum suporte, como hospitalização e oxigênio", explicou.

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