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Empresário que realizaria festa com alusão ao coronavírus é preso

Homem de 40 anos é acusado de furto de energia e água em área de lazer na zona Norte de Ribeirão Preto; festa estava prevista para acontecer neste sábado (21) e domingo (22)

| ACidadeON/Ribeirao


Festa seria realizada em uma área de lazer na zona Norte da cidade (Foto: Rede social)
 

Um empresário de 40 anos foi preso por furto de água e energia elétrica em um local onde estava programada para acontecer uma festa, cujo nome fazia alusão ao novo coronavírus, no Parque Industrial Tanquinho, zona Norte de Ribeirão Preto.

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Após denúncia anônima, policiais militares, juntamente com representantes da CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz) e do Daerp, foram até o local e teriam constatado ligações irregulares nas redes elétrica e de água. 

De acordo com o boletim de ocorrência (BO), os policiais, durante vistoria no local, não teriam encontrado o hidrômetro e acionaram equipes das concessionárias dos serviços, que teriam confirmado as irregularidades. 
 
Consta no BO que uma equipe da Vigilância Sanitária também teria sido chamada.  

No local ainda teriam sido encontrados alimentos sem prazos de validade e uma piscina sem tratamento de água, com a presença de larvas. Produtos que seriam comercializados durante o evento foram apreendidos. 

O juiz Hélio Benedini Ravagnani, da Vara de Plantão da Comarca de Ribeirão Preto, converteu neste sábado (21) a prisão em flagrante do empresário para preventiva ao também levar em consideração a manifestação do Ministério Público (MP), de que haveria infração de determinação do Poder Público de impedir e propagar a Covid-19.

"Em plena situação de emergência vem disseminar a propagação do vírus com a promoção de uma festa, inclusive com nome sugestivo, deixando evidenciada sua intenção. A realização do evento poderia contaminar um número incontável de pessoas, atravancando e assolando ainda mais o sistema público de saúde, já assoberbado pelo número de casos atuais (que dirá pelos que virão!). Ou seja, sua atitude é de uma irresponsabilidade sem tamanho", escreveu o magistrado. 

"Com isso, indica personalidade delinquente, transgressora, desafiadora das leis e contrária ao senso comum, justificando a manutenção da prisão, ao menos por ora, para garantir a ordem pública, evitando a reiteração de conduta e a prática de crimes ainda mais graves", citou o juiz na decisão.  

Outro lado

A defesa do empresário disse, por meio de nota de imprensa, que o seu cliente é proprietário do local e aluga para terceiros, e que não teria conhecimento da finalidade da locação.  

"Devido a atual situação que o país vem enfrentando já havia realizado a suspensão temporária de todas as locações no local. As provas serão anexadas ao processo no momento oportuno em busca de sua defesa e esclarecimentos. Ressalta-se que o evento de qual não teria participação, não foi o motivo de sua prisão pois sequer consta tal fato no boletim de ocorrência lavrado pela autoridade policial", declarou.

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