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Ladrão que comandou roubo a Prosegur sacou auxílio do governo

Diego Moura Capistrano é um dos 22 bandidos mais procurados do País, mas conseguiu receber a primeira parcela de R$ 600 do governo

| ACidadeON/Ribeirao -

Ataque a Prosegur em Ribeirão Preto (Foto: F.L Piton - 5/7/2016)
 
Diego Moura Capistrano, líder da quadrilha que roubou R$ 21 milhões da empresa de valores Prosegur, em julho de 2016, sacou a primeira parcela do auxílio emergencial, equivalente a R$ 600, no mês passado. Ele é um dos 22 bandidos mais procurados do País.  

O assalto, que marcou Ribeirão Preto como um dos ataques mais violentos até hoje, contou com mais de 40 criminosos e um arsenal de armas pesadas. Duas pessoas morreram. Entre elas, o policial militar Tarcísio Wilker Gomes, de 43 anos.  

O saque disponibilizado pelo governo, criado para beneficiar trabalhadores informais, MEIs e autônomos durante a pandemia do coronavírus (covid-19), chegou ao bolso do líder do grupo e foi denunciado pelo Fantástico neste domingo (31).  

Agora, a polícia quer saber se o próprio Diego sacou a quantia ou alguém recebeu no nome dele. Isso porque o criminoso tem 123 anos de pena para cumprir, mas nunca foi encontrado.  

Dos integrantes da quadrilha, cinco receberam condenações e apenas quatro estão na cadeia.  

"Eu não quero ver o dinheiro que a gente paga na mão de traficantes, bandidos e estelionatários, quando, na verdade, eles deveriam estar cumprindo pena no sistema prisional", ressaltou Herbert de Amorim Cardoso, Delegado Geral-RR, em entrevista à Globo.  

Se não for encontrado, Diego Moura Capistrano terá direito a mais R$ 600, da segunda parcela do auxílio, a partir de 20 de junho.  
 

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O assalto  

O maior assalto da história de Ribeirão Preto, executado há quatro anos nos Campos Elíseos, ainda é lembrado pelos estrondos das explosões e troca de tiros entre bandidos e policiais.

À época, três explosões contra a empresa foram necessárias para o grupo de assaltantes ter acesso ao cofre da transportadora de valores e roubar R$ 51 milhões. A ação durou aproximadamente 40 minutos e danificou 12 estabelecimentos comerciais e residenciais. 
 


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