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Cientista diz que avanço da pandemia em Ribeirão é crítico

Pedro Hallal diz que a única medida capaz de reverter o aumento de casos é estabelecer o sistema lockdown em todo o País por 15 dias

| ACidadeON/Ribeirao

Pedro Hallal é cientista epidemiológico em Pelotas (Foto: reprodução EPTV)
 

Convidado pelo Grupo EPTV, nesta terça-feira (23), Pedro Hallal, cientista epidemiológico da Universidade de Pelotas, analisou a curva de contágio do novo coronavírus em Ribeirão Preto e disse que é crítica a situação da cidade.  

Só nos primeiros 20 dias de junho, 2 mil pacientes foram infectados e 74 deles morreram. Isso quer dizer que mais de três pessoas estão morrendo a cada 24 horas na cidade após contrair a doença.  

Além disso, o número de vítimas fatais praticamente triplicou neste mês. Março, abril e maio registraram, juntos, 27 óbitos.  

"Esses dados de Ribeirão Preto são bastante preocupantes por um motivo: a progressão geométrica. O município está apresentando o aumento expressivo e multiplicativo de uma época para a outra, e a explicação para isso é o descontrole do combate ao novo coronavírus", afirma.  

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Ao comparar o cenário da região com o de outros países que passaram pelo mesmo avanço mensal de casos, Hallal afirma que o resultado pode ser trágico. O motivo é o "efeito dominó" que é causado com a falta de leitos de enfermaria, UTI e, mais uma vez, de mortes.  

Por isso, o cientista sugere que os governos federais, estaduais e municipais elaborem um pacto de contenção e decretem o sistema "lockdown" por no mínimo 15 dias.  

Esse método, que consiste no fechamento obrigatório de todos os serviços "não essenciais", seria o caminho para o Brasil começar a diminuir a velocidade de contágio do vírus principalmente no interior de São Paulo.  

"Enquanto continuarmos com as portas abertas, promovendo encontros nas ruas entre pessoas infectadas e pessoas suscetíveis a infecção, talvez a gente só empurre esse pico mais para cima [...]. É a hora de agir e fazer um lockdown rigoroso, especialmente nos locais onde o vírus está pior. Mas, a minha sugestão é que o País todo adote essa medida. Já que não temos como imunizar a população, essa é a única forma de cessar ou diminuir a pandemia", finaliza Hallal. 



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