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Plano de retomada de aulas é criticado em Ribeirão Preto

Proposta do Governo de São Paulo prevê retomadas das aulas presenciais em 8 de setembro; Professores e rede privada de Ribeirão Preto discordam do plano

| ACidadeON/Ribeirao

Confira o Plano de Retorno da Educação de São Paulo (Foto: arquivo/Pixabay)
 
O Plano de Retorno da Educação do Estado de São Paulo, divulgado nesta quarta-feira (24), dividiu representantes das escolas particulares, dos professores e servidores da área de ensino em Ribeirão Preto. A proposta do governo Paulista propõe que as aulas retornem de maneira gradual, a partir do dia 8 de setembro.  

O cronograma é válido para escolas públicas e privadas, do ensino infantil ao superior, e está atrelado à permanência de todas as regiões do estado na fase amarela do Plano SP (de retomada das atividades). No reinício, as salas de aula poderão ter ocupação máxima de 35%.  

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Para Roberto Tofoli, conselheiro estadual da Apeoesp (sindicato dos Professores da rede Estadual de ensino) na região de Ribeirão Preto, a proposta anunciada nesta quarta é precipitada, pois o aumento de casos de mortes e pessoas infectadas pelo novo coronavírus (covid-19) ainda deixa um cenário de incertezas.  

"Nós somos contrários a essa retomada. Primeiro, porque estamos vivendo o pico dessa pandemia. Uma das complicações, é que temos uma pandemia que não está controlada ainda, principalmente em Ribeirão Preto", afirma.  

Já o coordenador da seccional de Educação do sindicato municipal dos Servidores de Ribeirão Preto, Donizeti Barbosa, avalia a proposta como positiva. Ele acredita ser mais realista do que a intenção anterior, da Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, de retomar as aulas no mês de julho.  

"Desde o começo, tenho dito para o secretário [municipal da Educação, Felipe Miguel], que seria impossível manter o distanciamento social, o mínimo de cuidado em relação á pandemia, a partir do dia 1º de julho. Não tem como manter distanciamento social se todas as crianças do ensino infantil forem para as escolas", disse.  

Contudo, ele defende que seja ampliada a quantidade de inspetores de alunos nas escolas, para o auxílio de organização dos estudantes nos intervalos de aulas e chega e saída da escola.  

"Desconforto"
 
Enquanto isso, João Alberto Velloso, diretor regional sindicato dos estabelecimentos de ensino em Ribeirão Preto, afirma que vê com desconforto a proposta do governo estadual, que íntegra as escolas da rede privada.  

Velloso diz que as escolas particulares na cidade têm condições de retomar as atividades presenciais antes das escolas da rede pública. Por isso, acredita que as condições para retorno não deveriam estar atreladas.  

"Tinha que haver esse descolamento da realidade da escola privada para escola pública, como sempre foi. Ambos obedecendo as autoridades de saúde. Ninguém está rompendo quanto a isso ou discordando disso. Essa posição de parceria de rede pública, com rede privada, inexiste. Infelizmente, não são coisas iguais", comenta.  

O Plano
 
O Plano de Retorno da Educação prevê a retomada gradual das atividades. O objetivo, é que ele possa ser colocado em prática em 8 de setembro. Contudo, deverão ser observados os critérios de utilizados para a flexibilização das atividades, o Plano SP.  

A retomada das aulas presenciais só vai acontecer se todas as regiões do estado permanecerem na etapa amarela a terceira menos restritiva segundo critérios de progressão da pandemia por 28 dias consecutivos. Atualmente, Ribeirão Preto está na fase vermelha, a mais restritiva.  

A partir de 8 de setembro, cada escola poderá trabalhar com até 35% da capacidade total em sala de aula. Por isso, deverá ser adotado um revezamento de estudantes em sala de aula.  

Na segunda etapa, a previsão é que até 70% dos alunos poderão voltar às escolas. A meta será cumprida se ao menos 10 das 17 regiões do Estado permanecerem por 14 dias consecutivos na fase verde quarta etapa com restrições mais brandas do Plano São Paulo.  

Para chegar à terceira etapa, que vai englobar 100% dos alunos, será necessário que ao menos 13 das 17 regiões estejam por outros 14 dias na fase verde.  

Se uma região regredir para as fases mais restritivas, a reabertura das escolas será suspensa em todas as cidades daquela área.  

Já nas escolas, deverão ser seguidos protocolos de segurança para a reabertura, como o distanciamento de 1,5 m entre as pessoas, intervalos com revezamento das turmas em horários alternados, horários de entrada e saída escalonados para evitar aglomerações, além do veto a feiras, palestras, seminários e competições esportivas.

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