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Pesquisador diz que superlotação de leitos do HC é muito grave

Lotação da ala destinada a covid-19 pode colocar em risco o tratamento de pacientes com outras doenças em Ribeirão

| ACidadeON/Ribeirao

Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (Foto: Renato Lopes/Especial)
 

Com 63 leitos de terapia intensiva destinados ao tratamento exclusivo da covid-19, o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto ultrapassou o limite de internações nesta quinta-feira (9) e precisou liberar uma vaga extra para atender a demanda da cidade.  

A situação emergencial, confirmada pelo próprio centro médico, também foi classificada como "extremamente grave" por Domingos Alves, pesquisador da USP e coordenador do Laboratório de Inteligência em Saúde. 

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De acordo com o especialista, a taxa de ocupação máxima do HC pode colocar em risco pacientes com outras doenças, que também precisam de leitos de CTI ou UTI, mas estão perdendo vagas para quem apresenta sintomas graves de contaminação por coronavírus.  

Por isso, a recomendação do pesquisador é que as pessoas reforcem os cuidados e a prevenção ainda na fase inicial, a fim de evitar a proliferação de novos casos em toda a região.  

"Não estamos em estabilização e ela só vai acontecer quando houver uma parceria entre as autoridades e a população. Em detrimento disso, a nossa taxa de adesão ao isolamento ainda é bastante baixa. São, em média, 37,4% no Estado de São Paulo, e isso não pode acontecer", diz. 
 
Em Ribeirão Preto, dados do governo paulista mostram que 44% dos munícipes respeitaram a principal medida de combate a pandemia na última quarta-feira (7). A média de quinta (8) ainda não foi divulgada.  

ACidade ON apurou que o Ministério da Saúde recomenda ao menos 70% de cumprimento ao distanciamento, todos os dias, e que as pessoas fiquem em casa.  

"A ideia do "fique em casa" é muito mais importante agora do que há três meses. A população precisa tomar consciência que a situação é grave e que, bem recentemente, foram tomadas ações emergenciais para tentar frear o contágio. Mesmo assim, o agravamento acontece", finaliza Alves.


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