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Ribeirão não passa um dia sem mortes por covid desde 28 de maio

Cidade já registrou 347 óbitos e tem quase 13 mil pessoas contaminadas pelo novo coronavírus; infectologista comenta o avanço da pandemia

| ACidadeON/Ribeirao

Testes de coronavírus (Foto: Denny Cesare/Código19)
 

Dia 28 de maio de 2020. Essa foi a última vez que Ribeirão Preto passou mais do que 24 horas sem registrar ao menos uma morte por covid-19. Ao todo, 347 pessoas já morreram na cidade após testarem positivo para o novo coronavírus.  

Os dados foram divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde, por meio de boletins epidemiológicos diários, e continuam crescendo ainda mais. Só na última segunda-feira (28), 11 óbitos foram somados às estatísticas.  

Questionado pelo Grupo EPTV, Valdes Bolela, infectologista do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, disse que esse aumento é reflexo do descumprimento apresentado pela população à quarentena.  

"Dos pacientes infectados que internam no HC, muitos vão para casa. Mais da metade do CTI [Centro de Terapia Intensiva] consegue ficar bem. No entanto, uma parte deles está morrendo e isso é a covid-19. Essa doença pode levar a um desfecho muito sofrido para todos", explica.  

Além dos óbitos, o município já tem quase 13 mil pacientes infectados - mais de 4.800 deles contraíram o vírus apenas esse mês. Mais 6.404 já fizeram os exames, mas ainda aguardam os resultados.  

"O que tem chamado atenção e que as pessoas precisam ficar atentas é que o grupo de risco mais propenso a complicações ainda são os idosos. Na nossa região, pacientes que contraem a covid-19 e que são obesos ou têm diabetes também estão desenvolvendo quadros mais críticos", completa Bolela.  

Grupos de Risco  

Ainda de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, 58% das 347 pessoas que morreram de covid-19 em Ribeirão Preto eram do sexo masculino. Os outros 42% eram mulheres. Deles, 83% tinham 60 anos ou mais.  

Entre os demais grupos de risco, pacientes com doença cardiovascular crônica e diabete mellitus aparecem em destaque no quadro montado pelo Departamento de Vigilância em Saúde, com base nos óbitos registrados na cidade.  

Hipertensão arterial, doença neurológica crônica, pulmonar, renal, obesidade, neoplasia, hipotireoidismo, asma e doença hepática estão na sequencia, por ordem de gravidade. Há, ainda, o registro de imunodepressão, doença psiquiátrica, esquizofrenia, síndrome metabólica e doença de chagas.

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