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Ex-prefeita Dárcy Vera se torna ré por reforma de imóvel

Sevandija: Justiça julgará supostas irregularidades em reforma de imóvel pertencente a ex-prefeita de Ribeirão Preto

| ACidadeON/Ribeirao

Ex-prefeita Dárcy Vera já foi condenada a 18 anos por crimes investigados na Sevandija (Foto: F.L. Piton/Arquivo A Cidade)
 
A ex-prefeita de Ribeirão Preto Dárcy Vera se tornou ré em mais um processo da operação Sevandija. Na última sexta-feira (31), a 4ª Vara Criminal de Ribeirão Preto recebeu a denúncia do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público de São Paulo sobre suposta lavagem de dinheiro.  

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A denúncia foi apresentada pela promotoria em outubro de 2019. Os promotores acreditam que a reforma da casa da ex-prefeita, que fica localizada no bairro da Ribeirânia, na zona Leste, teria sido custeada com dinheiro de origem ilícita. A promotoria aponta que cerca de R$ 533.758,34 teriam sido gastos nas obras.  

"A obra foi custeada com dinheiro vivo de propina, valendo-se de transações paralelas e pessoas interpostas para, ao final, incorporar acessões e novas benfeitorias ao imóvel, sem, com isso, revelar a origem criminosa dos valores aplicados", informou o Gaeco, na ocasião, por meio de nota.  

O documento apresentado pelo Gaeco também aponta que foi constatado que a ex-prefeita teria movimentado R$ 190,3 mil em contas pessoais. A movimentação, segundo os promotores, teria características de manobras para que as movimentações despistassem a fiscalização financeira pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).  

Além da ex-prefeita, o ex-marido de Dárcy Vera Mandrison Félix e o ex-secretário de Administração de Ribeirão Preto Marco Antonio dos Santos também se tornaram réus no caso, por suposto envolvimento no esquema.  

Outro lado
 
A advogada de defesa de Dárcy Vera, Maria Cláudia de Seixas, foi procurada nesta segunda e informou que não iria se manifestar sobre a decisão de Justiça. Em defesa prévia apresentada ao juízo, a defesa afirmou que não ocorreu o crime de lavagem de dinheiro e solicitou a absolvição sobre a acusação, o que foi rejeitada pelo tribunal.  

Também em contato com a reportagem, o advogado Eduardo Maimone, que representa Mandrison, informou que apenas se manifestaria no processo. Na ação, o advogado informou que não teve acesso à investigação do Ministério Público, o que teria dificultado a elaboração da defesa. A reclamação foi negada pelo Gaeco e a Justiça acatou o argumento dos promotores.  

A defesa de Marco Antônio dos Santos não foi encontrada. Na ação, os advogados do ex-secretário disseram que a denúncia é "lacônica, genérica e superficial, tornando impossível exercer o direito de defesa".  

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