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Ribeirão: Homem de 55 anos morre à espera de vaga de UTI Covid

Orson Belfort Viana da Silva estava no Polo Covid da Treze de Maio desde a última segunda (31); filho reclama de falta de informações sobre o pai

| ACidadeON/Ribeirao

Orson Belfort Viana da Silva tinha 55 anos de idade (Foto: Arquivo pessoal)
  

Atualizada às 13h39 

Um homem de 55 anos morreu na madrugada desta sexta-feira (4), no Polo Covid da Treze de Maio, em Ribeirão Preto.  

Orson Belfort Viana da Silva estava na unidade desde a última segunda-feira (31), de acordo com o que disse o filho Rubens Belfort, 31.

O Polo Covid recebe pacientes para acompanhamento médico que, dependendo da evolução da doença, podem necessitar de transferência para hospitais. 

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"Ontem [quinta-feira, dia 3] consegui falar com ele por telefone e disse que estava sendo intubado", contou o filho. 

Rubens reclamou da falta de informações no Polo Covid. Ele disse que resolveu viajar de São Paulo e esperar, na porta da unidade em Ribeirão, pela atualização do estado de saúde do pai.

"Nos primeiros dias fiquei sem informações. Somente ontem me ligaram para explicar o caso do meu pai", disse. 

O filho afirmou que o Orson tinha obesidade grau 3 e era ex-fumante.

"Ele entrou bem, mas precisou de oxigênio no segundo dia, pois a saturação havia caído. Ontem foi intubado e não resistiu a uma parada cardíaca", disse.  

Orson morava na Vila Tibério, zona Oeste. Ele deixa seis filhos e três netos. 

"Meu pai sempre procurou ensinar para que os filhos fossem honestos", lembrou Rubens.  

Outro lado  

A Secretaria Municipal da Saúde de Ribeirão Preto informou, por meio de nota de imprensa ao ACidade ON, que a transferência de pacientes depende da decisão dos médicos e da disponibilidade de leitos nos hospitais. 

"Não podemos interferir sem prejudicar as pessoas desta fila. Todos estão aguardando a vaga e recebendo o tratamento adequado", disse a nota, que tem sido repetida em todos os casos semelhantes a esse.

Em relação à reclamação dos familiares sobre a falta de informações do paciente, a secretaria disse que a família sempre deve procurar a assistente social da unidade.


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