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Prefeitura de Ribeirão quer escola militar prometida por Bolsonaro

Proposta foi apresentada pelo Presidente da República nesta quinta-feira (5); MEC quer que municípios se candidatem para receber modelo

| FOLHAPRESS

Em evento em Brasília, o Governo Federal lançou o programa para a implantação de escolas cívico-militares, nesta quinta (5) (Foto: Luis Fortes/MEC-divulgação)

A Prefeitura de Ribeirão Preto informou que está disposta a aderir ao programa do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) que prevê a ampliação da rede de escolas cívico-militares. Nesta quinta-feira (5), em cerimônia realizada em Brasília, foi anunciado o novo programa, que tem o intuito de implantar 216 colégios com o sistema até 2023.   

De acordo com o MEC (Ministério da Educação), o programa sugere a adesão voluntária de estados e municípios. As redes de ensino terão do dia 6 a 27 de setembro para indicar duas escolas que poderão receber o projeto em formato piloto no próximo ano.   
 
Questionada pela reportagem do ACidade ON nesta quinta, a prefeitura de Ribeirão Preto afirmou que está interessada em aderir o programa, no entanto, não informou quais escolas seriam colocadas à disposição. 
 
São elegíveis ao modelo escolas do segundo ciclo do ensino fundamental (6º ao 9º ano) e de ensino médio com ao menos 500 alunos e no máximo 1.000. Segundo o Governo Federal, serão gastos R$ 54 milhões em 2020 com a implantação do projeto. Cada escola receberá R$ 1 milhão para adequações de infraestrutura.   

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta quinta, que o modelo deve ser imposto às escolas. A expectativa é de que 10% das 140 mil escolas adotem o novo modelo.   

"Não tem que perguntar para o pai irresponsável nessa questão se ele quer ou não uma escola com uma, de certa forma, militarização. Tem que impor, tem que mudar. Não queremos que essa garotada cresça e vai ser pelo resto da vida dependente de programas sociais do governo", disse Bolsonaro na cerimônia de apresentação do projeto.  

Em entrevista após o evento, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse que a determinação do presidente para impor o modelo será atendida.   

"Se o presidente falou, a palavra do presidente é a última palavra do Executivo. Então, está falado. Mas eu não estava sabendo que tinha [escolas que não querem o modelo], pelo contrário. Tem muito mais demanda do que capacidade de atender", disse.   
 
Como funciona?  

Chamadas de escolas cívico-militares pelo MEC, o modelo prevê a atuação de equipe de militares da reserva no papel de tutores —diferente das escolas militares, que são totalmente geridas pelo Exército. O ministro Abraham Weintraub disse que serão contempladas somente escolas em áreas vulneráveis.  

O país tem 203 unidades nesse modelo com parcerias. São diferentes das 13 escolas geridas pelas Forças Armadas, que contam com mais investimentos e maior nível de seleção de alunos.  

"Os militares atuarão no apoio à gestão escolar e educacional, enquanto os professores e demais profissionais da educação continuarão responsáveis pelo trabalho na sala de aula. Não ocorrerão substituição de professores", disse o secretário de Educação Básica do MEC, Jânio Macedo (Com Paulo Saldaña e Ricardo Della Coletta, da FolhaPress)

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