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'Capoeiristas do Amanhã' dão show para comunidade do Ipiranga

Apresentação ocorreu durante feira de ciências no Sesi do bairro; projeto ensina o esporte para 208 crianças e adolescentes

| ACidadeON/Ribeirao

Roberto Galharo

 

Pais, alunos, professores e a comunidade ao redor da escola Sesi, no bairro Ipiranga, zona Norte de Ribeirão Preto, apreciaram na manhã deste sábado (9) a apresentação de 30 alunos do projeto cultural “Capoeiristas do Amanhã”.

Há seis meses o projeto desenvolvido pelo Corassol tem oferecido gratuitamente para 208 crianças e adolescentes de 6 a 17 anos aulas práticas e teóricas sobre a arte da cultura capoeirista.

Felipe dos Santos Betti, conhecido como mestre Tigrim, trabalha com a capoeira há 23 anos e desde o inicio do projeto é o responsável técnico e coordena os cinco professores e voluntários do Capoeiristas do Amanhã. Para ele, além de ensinar uma arte legitimamente brasileira, o projeto também promove a inclusão social dos jovens.

“O projeto tem um poder de recuperação muito grande, mas não só recuperar. Na realidade as crianças que começam no projeto dificilmente vão se desviar para o caminho errado porque desde pequenininhos vão seguindo alguns fundamentos como respeito, conceito de família e a questão da amizade”, destaca.

As aulas são realizadas semanalmente na sede do Corassol, na Casa das Mangueiras e na EMEF (Escola Municipal de Ensino Fundamental) Sebastião de Aguiar Azevedo – Unidade II e atendem na maior parte dos casos crianças e adolescentes de baixa renda.

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“Boa parte dessas crianças estão em zona de marginalidade e vulnerabilidade e o projeto tira as crianças da rua, o que já é um grande avanço”, afirmou o mestre Tigrim.

 

Roberto Galhardo
Alunos do porjeto Capoeiristas do Amanhã se apresentam no Sesi do Ipiranga (Fotos: Roberto Galhardo/ Especial)

A pequena Maria Eduarda Souza da Costa Silva de 9 anos é uma das crianças que participam do projeto Capoeiristas do Amanhã. “Além de dançar, eu também aprendo a tocar. Já até toquei no berimbau. Não acho difícil, só não lembro os nomes das danças”.

Ela veio acompanhada pelo pai Jefferson Costa da Silva, de 31 anos, para se apresentar na escola. Para Jefferson é uma emoção ver a filha vibrante enquanto aguarda pelas apresentações.

“Todos final de semana tem uma apresentação e vejo minha filha muito animada. O projeto ocupa a mente e afasta as crianças das coisas erradas da rua e é bom pra gente (para os pais) já que ela estuda meio período e às vezes ficava sozinha em casa quando saia da escola, mas com o projeto ela ocupa o tempo livre e se diverte”, contou. (Gabriela Couto, com supervisão de Rita Magalhães)

 

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