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Ribeirão PretoCotidianoGêmeas unidas pela cabeça passam por procedimentos antes de última cirurgia em Ribeirão

Gêmeas unidas pela cabeça passam por procedimentos antes de última cirurgia em Ribeirão

Equipes do HC de Ribeirão Preto realizaram a inserção de expansores de pele entre os crânios de Allana e Mariah; Hospital prevê ação inédita com células-tronco

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As gêmeas siamesas Allana e Mariah, que nasceram unidas pela cabeça, passaram neste sábado (15) por dois procedimentos antes da cirurgia que prevê a separação das irmãs, em Ribeirão Preto. 

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As crianças, de 2 anos e 4 meses, foram encaminhadas para a recuperação e passam bem, segundo comunicado emitido pelo HC (Hospital das Clínicas). 

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Em um dos procedimentos, de acordo com o HC, as equipes médicas fizeram a inserção de expansores de pele entre os crânios das meninas.

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Elas também passaram por exames de tomografia computadorizada e ressonância magnética, cujas imagens serão utilizadas durante o planejamento para a última cirurgia, prevista para julho. (veja abaixo)

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“O planejamento dos cortes de pele nas irmãs Allana e Mariah foi feito de forma que haja tecido suficiente para a cobertura das duas cabeças quando ocorrer a separação total. A expansão que começa a ser feita nos próximos dias vai permitir essa cobertura total”, explica o cirurgião plástico Jayme Farina Júnior. 

Os expansores, de acordo com o HC, são uma bolsa feita em silicone. Periodicamente, será introduzido soro fisiológico nessa bolsa, o que deve garantir o progressivo aumento e a ampliação da pele no entorno da cabeça das meninas. 

Procedimento inédito

Também nesse sábado, equipes do Hemocentro fizeram a coleta de células-tronco a partir dos ossos dos quadris das crianças. 

O objetivo é utilizar esse material na cranioplastia – reconstrução de crânio. O HC informou que será a primeira vez na história da medicina que as células-tronco auxiliarão em uma reconstrução craniana

As células estarão presentes em dois materiais: o primeiro, uma espécie da massa que preencherá os espaços entre os fragmentos de ossos, e o segundo, um gel que cobrirá e fará uma camada protetora. 

“Acredito que essa tecnologia abre uma enorme possibilidade no Brasil. No HC, tratamos muitos pacientes com trauma encefálico. Aliás, o trauma de crânio é endêmico no país, especialmente por acidentes no trânsito e violência. Futuramente, esses casos poderão ser tratados também com as células-tronco”, afirmou o neurocirurgião Hélio Rubens Machado.

A última cirurgia está marcada para 29 de julho.

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